CNH: Simuladores ainda não fazem parte da realidade dos CFCs do Vale do Iguaçu

Prazo para estar com o serviço funcionando termina em julho. Escola pode comprar o simulador ou ser vinculada à outro CFC

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Atualizado há 11 anos

Quem fez o pedido da Carteira no início deste ano ainda vai demorar para fazer aulas nos simuladores em União da Vitória e Porto União (Foto divulgação/Denatran)
(Foto: Divulgação/Denatran).

Com prazo até final de julho para aderir aos simuladores os Centro de Formação de Condutores do Vale do Iguaçu ainda não possuem o equipamento. Conforme a Controladoria Regional de Trânsito do Detran Paraná, das 9 autoescolas que compõem o Ciretran local, três estão com o projeto aprovado, que tinha prazo até o final do mês passado para ser liberado. Dessas, duas estão em União da Vitória e outra em Mallet, no entanto, o uso do simulador, em boa parte das escolas, ainda não é realidade no dia a dia das orientações. Segundo Leonardo Napoli, controlador chefe da pasta, as escolas ainda têm até julho para comprar ou se vincular a uma unidade que tenha o simulador. Ou seja, caso um Centro de Formação escolha não comprar o equipamento ele terá, obrigatoriamente, de indicar outra escola para o aluno terminar as aulas necessárias.

Até ontem nenhuma escola do Vale do Iguaçu estava com os simuladores instalados. Na Autoescola Moderna, por exemplo, dois equipamentos serão entregues nos próximos dias. Conforme o Detran a entrega do aparelho depende da gestão da empresa e os valores de mercado não são fiscalizados pelo Departamento.

No caso dos valores O Comércio já mostrou em reportagem no início do ano que houve, sim, aumento. O valor teve acréscimo de quase R$ 500 em alguns CFCs, e isso por conta da resolução do Contran que tornam obrigatórias as aulas em simuladores veiculares. Outro motivo do aumento foram as taxas elevadas do próprio Detran.

O que são os simuladores

O simulador reúne o maior número possível de situações para o motorista. Tem direção à noite, tem de ligar o farol. Na chuva, pode ser acionado o limpador de para-brisa. A subida exige o controle de embreagem, senão o carro morre. Tudo para sair dali e chegar no trânsito mais preparado e até mais confiante, antes de dar a partida num carro de verdade.

GrXXficoXBebidaA tecnologia pode custar de R$ 30 a R$ 40 mil. Conforme o Contran apenas cinco empresas estão certificadas e homologadas para fazer a venda dos simuladores.

Com o uso dos simuladores as aulas de carro serão de 20 horas e no aparelho 5 horas. Lembrado que as cinco horas a mais de direção em carro de passeio foi instituída há dois anos, quando os simuladores também começaram a ser requisito na formação do motorista. Até então as aulas eram de 20 horas.

Para o Contran o simulador veicular diminui os riscos de um motorista sair da autoescola com pouco ou nenhum conhecimento sobre situações que não são vivenciadas nas aulas práticas de rua, como uma ultrapassagem em rodovias e outras situações pontuais. É uma direção defensiva. Chuva e manobra em marcha à ré são outras situações que podem ser reproduzidas pelo simulador, que utiliza três telas de televisão para reproduzir a frente e os lados do veículo. O nível de dificuldade aumenta a cada aula. O simulador é um carro, mas que não oferece risco ao aluno.

Lembrando que a obrigatoriedade do uso do aparelho só é para alunos que iniciaram as aulas teóricas neste ano.

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