Cocaína reaparece nas Cidades Irmãs após Carnaval

De acordo com dados da Adad, quantidade ainda é pequena mas já preocupa. Drogas oscilam de acordo com a época

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Atualizado há 13 anos

Por Mariana Honesko

Gráfico CrackDados nacionais confirmam a tendência que no Brasil é padrão há alguns anos. Além do álcool, o crack aparece no ranking das principais drogas consumidas no País. Mas, a variação dos entorpecentes é de acordo com a época. Esta é conclusão mais recentes da Associação de Apoio à Dependentes de Álcool e outras Drogas (Adad), de União da Vitória.

Conforme a coordenadora da entidade, Salete Venâncio, o Carnaval trouxe casos pouco convencionais. “Recentemente atendemos três jovens usuários de cocaína. Ela está despontando. A cocaína veio com mais vontade, infelizmente, nas nossas cidades”, conta. Todos foram “filhos” da folia. Um deles, inclusive, precisou ser amarrado no Pronto Atendimento Emergencial, por ter um comportamento agressivo e bastante incomum.

Salete Venâncio, da Adad, acredita na sazonalidade das drogas: Carnaval evidenciou a cocaína
Salete Venâncio, da Adad, acredita na sazonalidade das drogas: Carnaval evidenciou a cocaína

Por ser mais cara, a cocaína é consumida especialmente por um público mais elitizado. Assim, na região, com exceção dos rompantes de época, o crack e o álcool seguem na preferência dos dependentes. “O crack é mais barato. Ele é o que sobra da cocaína”, explica Salete. Em média, a “pedra” custa R$ 10. Uma única delas é capaz de produzir grandes efeitos, ainda que pouco duradouros.

Contra a maconha

Salete não apoia a legalização da droga. Para ela, tal qual o álcool, a droga garantiria portas abertas para o uso de novos, e mais nocivos, entorpecentes. “Sou contrária. A maconha leva ao uso de outras drogas”, afirma.

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