Mais uma solução paliativa está sendo aplicada na cadeia da 4ª SDP. Começou na manhã de ontem a reforma da carceragem local. A obra está sendo tocada a quatro mãos, isto é, em parceria entre o Conselho da Comunidade, que disponibilizou o material para a reforma, e a prefeitura de União da Vitória, que entrou com a mão de obra.
Como a carceragem da Delegacia de Polícia de União da Vitória, que serve de cadeia, está novamente superlotada, cerca de 60 pessoas estão presas, aguardando julgamento ou cumprindo pena na carceragem da delegacia local.
Conselho da Comunidade
O Conselho da Comunidade é uma associação civil, sem fins lucrativos, que tem por finalidade auxiliar o Poder Judiciário e o Ministério Público na execução e fiscalização das penas privativas de liberdade, das penas restritivas de direito, da pena de multa, do livramento condicional, da suspensão condicional da pena, da suspensão condicional do processo e das transações penais, bem como dar assistência aos apenados e aos processos recolhidos em estabelecimentos penais localizados no âmbito territorial da Comarca.
Paliativo do paliativo
Em fevereiro deste ano o terreno usado como depósito de veículos apreendidos pela Polícia e onde seria construído um solário, guaritas de vigilância e aumentadas as dimensões das celas da cadeia da 4ª SDP, chegou a ser desobstruído e limpo. A ideia surgiu depois que o Estado desistiu de construir um presídio em União da Vitória. Uma série de acontecimentos na escrituração de dois terrenos contribuiu para que o presídio não fosse implantado. Para completar, o município não queria um presídio de regime semiaberto.
A cadeia da 4ª SDP, que está superlotada e em condições precárias, oferece risco à saúde dos detentos e à segurança da comunidade da área central e de toda União da Vitória. Quando da decisão de usar o terreno, o prefeito Pedro Ivo Ilkiv disse que se reuniu com representantes do Poder Judiciário e também com o delegado chefe da 4ª SDP, André Vilela, e decidiu por uma solução paliativa.
Agora, a solução é mais paliativa que a primeira, já que não se observa a intenção de desativar a cadeia da 4ª SDP e muito menos construir um presídio de verdade. Enquanto se reforma uma ala, os detentos ficam amontoados em outra, até que tudo esteja reformado.
Fotos: Divulgação/Salete Venâncio





