
O péssimo estado de conservação da SC 135, entre Porto União e Matos Costa (SC), já provocou vários protestos, inclusive com a interdição do trecho por populares. O mais recente protesto chamou a atenção pelo inusitado. Na segunda-feira, 6, usuários e moradores, quase na condição de anonimato, para melhorar a qualidade da trafegabilidade, fizeram uma manutenção paliativa no trecho próximo ao porto da areia. Depois de muitas operações tapa buracos mal sucedidas e muitos prejuízos a comunidade resolveu fazer o trabalho do governo, e com recursos próprios usaram máquinas para “aplainar” o trecho que nem asfalto tem mais.
Recentemente um empresário procurou o Ministério Público de Porto União e o Fórum da Comarca, pedindo autorização para consertar o trecho mais crítico da SC 135, em Porto União. Se isso já soa inusitado, a resposta que ele recebeu pareceu absurda, mas é explicável: Ele não pode consertar o trecho sob pena de ser processado pelo Deinfra-SC. Desapontado e indignado, o empresário Gilmar Rossa lamentou a inusitada experiência.
Dono de uma Fábrica de Maravalha, uma espécie de serragem grossa, Gilmar Rossa disse que pagaria com o dinheiro da sua empresa. O problema, segundo o empresário é no KM 3, onde o asfalto foi retirado e o trecho ficou intransitável. O MP de Porto União informou que uma Ação Civil Pública está em fase final de tramitação na justiça da comarca, logo o jeito é esperar a decisão judicial.
Governo sabe do problema
O secretário executivo regional da ADR Canoinhas, Aloísio Salvatti, esteve na manhã no último dia 24, no gabinete da prefeitura de Porto União para reunião com o prefeito do município, Eliseu Mibach. Ficou clara a situação lamentável da SC 135, que liga Porto União a Matos Costa. “Queremos realizar um trabalho em parceria com os prefeitos da região para dar uma solução para essa rodovia. Vamos juntos lutar para que a revitalização aconteça o mais breve possível”, destacou Salvatti, que pretende realizar outras visitas às prefeituras para repassar as demandas ao Deinfra em Florianópolis.
E agora
Mesmo sabendo que não tinham autorização, a comunidade fez sua parte e tentou minimizar os problemas do KM 3. Com a situação do verão chuvoso, infelizmente o paliativo não vai durar muito. Usuários, prefeitos dos dois municípios e a comunidade que precisa da rodovia estão estudando outros protestos para tentar sensibilizar o governo para a questão. Enquanto isso cada um faz o que pode. Até touceiras de capim já foram colocados nos buracos para avisar os condutores, principalmente à noite, do perigo dos panelões que se formaram na SC 135.


