
Quem quiser ter água encanada em São Miguel da Serra terá que desembolsar R$ 1.200,00. A taxa exorbitante serve, segundo Arno Frei, que autoriza a instalação de água em residências, para o cidadão “associar-se” (R$ 600,00) e para a instalação do hidrômetro dentro do terreno (outros R$ 600,00). Isso, por enquanto. Segundo Frei com o aumento do salário mínimo as duas taxas vão subir.
E não adianta argumentar. Segundo o responsável pela autorização de instalação de água “é assim mesmo há vinte anos”. De acordo com o que a redação de O Comércio apurou a associação é responsável pela manutenção da bomba e pela cobrança da taxa de água que, em média, custaria R$ 30,00.
O prefeito eleito de Porto União, Anízio de Souza (PT) ficou indignado com o valor cobrado de uma população pobre e trabalhadora, como a de São Miguel da Serra. Anízio disse que vai manter contato com o Conselho Comunitário para que sejam revistos os valores. “Evidente que não acho justo. Quem pode pagar R$ 1.200,00 para ter água em casa?”, reclamou.
Fornecimento de água
A Sanepar retomou as negociações com o município de Porto União. A primeira reunião foi realizada no gabinete do prefeito eleito Anizio de Souza, envolvendo o executivo e os representantes da Sanepar. A discussão foi proveitosa e, em janeiro, as negociações serão retomadas. Ao que tudo indica a prefeitura deve renovar o contrato com a Sanepar.
O gerente regional da Sanepar, Bolívar Luiz Menoncin Júnior, disse que se for do interesse da prefeitura de Porto União a empresa tem logística e infra-estrutura para atender o interior do município, com exceção de Santa Cruz do Timbó, onde a Companhia Águas de Santa Catarina (Casan) opera.