Construção de canil de passagem é proposta para União da Vitória

Projeto está no papel e deve seguir modelo já adotado por outras cidades

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Atualizado há 13 anos

Por Mariana Honesko

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Marli e Marlene lideram o projeto para canil e tem apoio de voluntárias em prol da causa

Nem bem completou um ano, o setor de Defesa e Proteção Animal de União da Vitória já tem novos planos para os seus “filhotes”. As ideias ainda estão no papel mas devem ser agilizadas a partir da organização dos detalhes mais burocráticos. A proposta é audaciosa e prevê a construção de um canil de passagem. “Ele atenderia cachorros de rua, machucados, sem dono. No canil, eles recebem atendimento clínico e castração. Vamos fazer uma busca do dono, se não encontrarmos colocamos os animais para a adoção e se não der, devolvemos o animal no local onde ele foi encontrado”, explica a coordenadora do órgão, Marlene Goulart Jakubiw.

De acordo com o setor, a prefeitura já teria disponibilizado um terreno, no bairro São Luis, para a construção do espaço. O modelo é quase uma réplica da estrutura que a cidade de São Francisco do Sul (SC) adotou. “Estivemos na cidade no dia 12 de fevereiro, visitamos o espaço público e gostamos. Ele é simples, mas muito funcional”, conta Marlene.

Até lá, a equipe atua nos bastidores. Além de Marlene, a veterinária Marli Porn, e voluntárias da causa, trabalham em prol de melhores condições para os animais de rua. Cães tem atenção especial mas gatos e cavalos também aparecem na lista de atendimentos do grupo. Só no ano passado o setor de Defesa e Proteção castrou 200 animais, vacinou outros dois mil animais contra a Raiva e cuidou de casos de maus tratos e abandono de pelo menos uma dezena de cavalos.

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Fórum vai discutir os avanços já feitos e o que ainda precisa acontecer

O grupo comemora também a inclusão da proteção como tema para discussão na sala de aula. O assunto é um dos capítulos da apostila usada pelos estudantes da rede municipal. “O kit distribuído para os alunos fala sobre o tema”, sorri Marlene.

Como funciona

Até a construção do canil, os atendimentos ficam restritos. O setor trabalha com plantões e recolhe os animais em situação de abandono. Parceria com a Uniguaçu garante o atendimento clínico dos animais bem como sua castração. Porém, sem um “lar”, muitos acabam voltando para as ruas ou nas casas das voluntárias.

Sem microchipagem

O martelo já está praticamente batido: com ou sem canil, os animais pegos em União da Vitória não passam pela identificação eletrônica. A decisão é baseada em levantamento de preços e funcionalidade do esquema. Mudanças não anunciadas de nomes e endereços, por exemplo, podem comprometer o objetivo da técnica. Além disso, a microchipagem custa caro. Na maioria das situações, o preço é superior, inclusive, às castrações.

Proteção em pauta

Para discutir com mais profundidade o assunto, o setor promove o 1º Fórum de Defesa e Proteção Animal na cidade. Ele ocorre na Câmara de Vereadores, no dia 15 de abril, a partir das 19 horas. O evento é aberto ao público. “Vamos discutir o assunto: o que avançamos e o que falta avançar”, sinaliza a coordenadora da Proteção Animal.

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