Por Mariana Honesko

Das quatro rotatórias existentes em União da Vitória, a que mais preocupa fica exatamente no limite dos estados e municípios. No entanto, como dá acesso especialmente ao Distrito de São Cristóvão, seus problemas geralmente ficam à mercê das soluções que o lado paranaense oferece. Mas, diante de um espaço tão movimentado, que recebe o trânsito de seis vias, não há muito o que fazer. “Qualquer mudança ali é apenas paliativa. Não adianta gastar o dinheiro público para algo que é temporário”, admite o diretor do departamento de Trânsito, Delunir Estoqueiro.

Para o diretor, baseado no que também defende a Secretaria de Planejamento, os conflitos na rotatória dependem da construção de uma nova ponte. A prefeitura já estuda o projeto, já que a ponte férrea e sua mão única não suportam mais a demanda de veículos. Até lá, o funcionamento da rotatória depende do bom censo dos motoristas e dos pedestres, muitas vezes causadores de conflitos no trânsito, mas também alvo da impaciência de quem está atrás dos volantes. No espaço já houveram tentativas de melhorias. “Há espaço para os pedestres, para os ciclistas também, mas nem todos os motoristas sabem respeitar isso”, avalia Estoqueiro. “Algumas vezes, o pedestre fica até ilhado, sem conseguir passar”, completa.

Diferente do que ocorre no acesso à São Cristóvão, as outras três rotatórias fluem bem. A melhor delas, na avaliação do departamento de Trânsito, é a que fica próximo do Fórum, no na área central. De acordo com a Polícia Militar, o fluxo nas rotatórias, de fato, é tranquilo, até mesmo na que fica próximo da ponte férrea. Mesmo assim, o setor de Trânsito acredita que ainda é possível avançar mais. “Algumas rotatórias não tem placa de sinalização e muitos não sabem quem tem preferência nelas”, comenta a soldado Carla. No entanto, de acordo com o trabalho dos militares, União da Vitória tem endereço para os acidentes. “Eles ocorrem na Avenida Bento Munhoz, por conta da velocidade e do aumento do movimento”, revela a policial.
Na sala de aula
Quem procura os Centros de Formação de Condutores (CFC) para conseguir sua primeira habilitação aprende com mais detalhes sobre o funcionamento das rotatórias. “É nas aulas teóricas que eles aprendem como devem se comportar nelas. Nós explicamos sobre o funcionamento delas e até brincamos que se eles quiserem ficar o dia todo circulando eles podem, é um direito deles”, sorri o instrutor da CFC União, Antônio Schmidt, referindo-se à preferência na circulação de quem já está na rotatória.
Mesmo com as aulas, há quem tenha dúvida. De acordo com os proprietários do CFC São Cristóvão, o entendimento de quem acaba de sair do curso é claro e não combina com quem já está na estrada há mais tempo. “É um assunto complexo e acho que até nas reciclagens isso deveria ser revisado”, sugere o diretor de ensino Artibano Nhoatto. Para ele, as aulas bem fundamentadas dão segurança, mas entram em conflito quando, de fato, são colocadas em prática. “Além dos carros, temos as motos, os pedestres, os ciclistas e as ruas são as mesmas há muitos anos. Chega em alguns momentos que o condutor vai ter dúvida de como se comportar”, avalia. “O problema está em dividir o mesmo espaço com todos”, completa.
Semáforos prevêem mais segurança
Na tentativa de dar mais fluxo ao trânsito, o departamento de Trânsito de União da Vitória já anunciou a instalação de quatro sinaleiros na cidade. Eles ficam em pontos estratégicos e prevêem mais fluxo ao sistema. Eles devem ser instalados já no início do próximo ano. Um deles ficará entre a Avenida Bento Munhoz e a Rua Expedicionários, próximo da Uniuv. O outro liga as ruas Manoel Ribas e Clotário Portugal. O terceiro será entre as ruas Prudente de Moraes e Joaquim Távora, próximo do Superpão e um quarto na saída da Rua Professor Cleto.