
No dia 29 de outubro, Mallet recebeu a visita do Cônsul Geral da Polônia, Marek Makowski. Ele estava acompanhado do professor da universidade de Varsóvia, Krysztof Smolana, e da acadêmica da mesma universidade, Edyta Stopyra. Eles foram recebidos pelo prefeito de Mallet, Rogério da Silva Almeida, por padres, descendentes de poloneses e membros da comunidade no clube Nicolau Copérnico.
O que motivou a vinda do Cônsul ao município foi a apresentação dos resultados das pesquisas de Edyta Stopyra acerca da história do Colégio Nicolau Copérnico. Foram expostos documentos e fotografias que fazem parte da história do colégio e da trajetória dos imigrantes poloneses e seus descendentes em Mallet.
“Esse encontro é uma fonte de sabedoria e informação sobre a cultura de Mallet. O atual prédio da prefeitura tem 92 anos e estamos construindo um novo paço municipal, com uma arquitetura baseada no conceito da imigração. Tenho o desejo de transformar o atual prédio da administração municipal na Casa da Memória de Mallet para que mais pessoas possam ter acesso aos materiais históricos do município”, disse o prefeito.
“Sinto-me honrado em participar deste encontro em que se fala tão abertamente sobre a preservação da cultura, equipamentos e documentos históricos no município. Isso mostra a forte determinação em preservar os arquivos”, disse o cônsul. Makowski destacou também que o consulado está atuando na restauração do túmulo de Romão Paul e pretende apoiar outras iniciativas de incentivo à preservação da memória polonesa em Mallet.
PESQUISA
Edyta Stopyra iniciou a pesquisa com o objetivo de mostrar o que os primeiros imigrantes fizeram em Mallet quando vieram para o município nos séculos XVIII e XIX. “Eles sentiram que precisavam fazer alguma coisa para melhorar a educação. Então adquiriram um terreno de 33 mil m², onde hoje é o Clube Nicolau Copérnico. As aulas iniciaram no dia 28 de fevereiro de 1911”, relatou a estudante polonesa.
Edyta destacou a estrutura da escola, que tinha biblioteca com mais de dois mil volumes, internato, laboratórios e espaços para a prática de esportes. Em 1935, os alunos tinham aulas de língua portuguesa e polonesa e foi considerado o segundo melhor colégio polonês da América Latina. “Os alunos formados aqui conseguiam bons empregos e altos salários”, observou a pesquisadora.
“É importante cada um de nós conhecermos nossas raízes para termos orgulho delas”, observou uma das organizadoras do evento, Guizelia Wronski. A descendente de poloneses Wanda Przybysz demonstrou a vontade de expor objetos e documentos antigos relacionados à cultura polonesa. O padre Anderson Spegiorin destacou o reconhecimento do colégio Nicolau Copérnico.
CLUBE MALLETENSE
O prefeito de Mallet destacou também a desistência da ação judicial da prefeitura pela posse do clube Malletense. “Desistimos da ação judicial iniciada em outra gestão para que o grupo folclórico Mazury possa se instalar no local”, frisou Rogério.