Por Mariana Honesko

O simples guarda-livros ganhou muito mais status ao longo do tempo. O profissional é reconhecido como fundamental no assessoramento das decisões dos donos de empresas. Muito mais do que um lançador de números, o contabilista tornou-se o elo entre os negócios e as exigências, cada vez maiores, dos governos estaduais e federais. “O profissional transforma os dados em informações e ajuda no projeto de estratégias para o crescimento das empresas”, afirma o contador Renato Stasiak.
Dono da Stasiak Assessoria Empresarial, ele vê para a profissão um futuro promissor. Como argumento, avalia a evolução de seu próprio negócio. “Há 28 anos, começamos com 12 e hoje já temos 32 funcionários”, sorri. A maioria, garante, tem formação superior na área ou cursa a modalidade na faculdade. Stasiak, que iniciou na carreira ainda bem jovem, aos 12 anos, no então escritório de Eurico Flenik, acompanhou de perto o crescimento da profissão. Para ele, foi após a união da classe e a formação dos sindicatos que os profissionais ganharam ainda mais autenticidade. “A união da classe fortaleceu os profissionais”, sinaliza o contador.

De fato, fortaleceu. Hoje, o Sindicato dos Contabilistas de União da Vitória (Sindicounião), tem 60 associados. “A criação do sindicato reduziu a concorrência desleal entre os profissionais. Houve um fortalecimento e muitas lutas, inclusive aquelas que dependiam dos nossos clientes, nós também conquistamos”, avalia o contabilista e presidente da entidade, Osmar Iliuk. Sem a entidade, Iliuk aposta no insucesso de qualquer decisão envolvendo a classe. “Se não fosse o sindicato, os profissionais por si só não alcançariam as conquistas”, avalia.
Informatização exige mais

A substituição de homens por máquinas não atingiu a classe contábil. Na verdade, a informatização de serviços e sistemas, exige muito mais. “O Governo Federal cobra informação em um prazo menor. Isso faz com que as empresas de serviços contábeis invistam em equipamentos, sistemas e profissionais”, explica Stasiak. Com a informática, que substituiu os livros por planilhas e as antigas calculadoras por leves toques no teclado, houve também o envolvimento dos contabilistas na prestação de um serviço de qualidade e muito mais rápido. “É por isso que temos sempre que ter mais profissionais e é por isso também que quase não vemos profissionais sem emprego”, sorri Stastiak.
A abrangência da área também é ampla. Stasiak, que acaba de encerrar sua gestão como prefeito em Porto União, garante que sua profissão foi fundamental para administrar a cidade, bem como o funcionamento dos serviços públicos. “Isso foi fundamental para o sucesso da administração”, sorri.
Amor por números
“Para ser um contabilista, tem que gostar de matemática, ter raciocínio rápido, gostar de estar em um ambiente tranquilo e ter capacidade de concentração” – do contador, Renato Stasiak.
Entenda a diferença
Contador
Aquele que tem o curso superior de Ciências Contábeis. Hoje é seu dia!
Contabilista
É o profissional que tem o curso técnico na área. A nomenclatura também é usada para, de modo genérico, falar da classe. Seu dia é lembrado em 25 de abril.