Implantado em União da Vitória há cinco anos, o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), passou por ampla reestruturação, na atual gestão. Além da transferência do departamento para um local adequado, com mais espaço, a administração municipal investiu em profissionais. Mais uma psicóloga e uma assistente social integraram a equipe. Hoje, o Creas dispõe de duas psicólogas, duas assistentes sociais, uma advogada, um profissional para o setor administrativo, um para serviços gerais, um estagiário e um motorista. A metodologia de trabalho também foi repensada.
As ações desenvolvidas no Creas são gerenciadas por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social. E, conforme a secretária da pasta, Mônica Andrea Barcelos do Amaral, o esforço da administração municipal para reestruturar o departamento tem um único objetivo, dar condições para que os profissionais possam atender à população de forma eficiente. “Cobramos empenho e resultados dos profissionais. Por isso, proporcionamos a eles condições adequadas de trabalho”, justifica.
O Centro de Referência Especializado em Assistência Social é uma unidade de serviços de proteção social especial (média complexidade), para atendimento de famílias e indivíduos. São atendidas famílias e indivíduos em situação de risco pessoal e social e, que ainda estejam com os vínculos familiares tênues. São situações de risco pessoal e social, as ocorrências de violência física, sexual, psicológica, negligência, uso de drogas, trabalho infantil, entre outros.
O Creas oferece serviços especializados e continuados às pessoas com seus direitos violados. O foco do atendimento é a família e seus diretos socioassistênciais. “Ou seja, se uma pessoa da família tem um direito violado, todos os familiares recebem o atendimento”, explica a coordenadora da unidade, a assistente social, Cleonice Moller.
A advogada do Creas, Danielle Christine Feijó, conta que, o trabalho dos profissionais consiste no atendimento psicossocial e jurídico às famílias e indivíduos com os direitos violados; visitas domiciliares; encaminhamentos para serviços intersetoriais; oficinas de fortalecimento de vínculos para vítimas de violência doméstica; atendimento e acompanhamento aos adolescentes e famílias em cumprimento de medidas socioeducativas; inserção nos programas de alfabetização e oficinas de música e esporte.
Ainda fazem parte das ações, o Serviço de Proteção e Atendimento Especializado à Famílias e Indivíduos (Paefi), por meio do qual é oferecido apoio, orientação e acompanhamento especializado às famílias e indivíduos em situação de ameaça ou violação dos diretos.
Só no mês de junho, os profissionais do Creas realizaram 148 atendimentos e 95 visitas domiciliares. “Mas, ainda temos muita resistência das famílias para aderir aos programas, haja vistas que, são pessoas fragilizadas”, aponta uma das psicólogas, Ana Carolina Coas.