Creas passa por ampla reestruturação

A administração municipal investiu em infraestrutura e contratação de técnicos

·
Atualizado há 11 anos

Implantado em União da Vitória há cinco anos, o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), passou por ampla reestruturação, na atual gestão. Além da transferência do departamento para  um local adequado, com mais espaço, a administração municipal investiu em profissionais. Mais uma psicóloga e uma assistente social integraram a equipe. Hoje, o Creas dispõe de duas psicólogas, duas assistentes sociais, uma advogada, um profissional para o setor administrativo, um para serviços gerais, um estagiário e um motorista. A metodologia de trabalho também foi repensada.

As ações desenvolvidas no Creas são gerenciadas por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social. E, conforme a secretária da pasta, Mônica Andrea Barcelos do Amaral, o esforço da administração municipal para reestruturar o departamento tem um único objetivo, dar condições para que os profissionais possam atender à população de forma eficiente. “Cobramos empenho e resultados dos profissionais. Por isso, proporcionamos a eles condições adequadas de trabalho”, justifica.

O Centro de Referência Especializado em Assistência Social é uma unidade de serviços de proteção social especial (média complexidade), para atendimento de famílias e indivíduos. São atendidas famílias e indivíduos  em situação de risco pessoal e social e, que ainda estejam com os vínculos familiares tênues. São situações de risco pessoal e social, as ocorrências de violência física, sexual, psicológica, negligência, uso de drogas, trabalho infantil, entre outros.

O Creas oferece serviços especializados e continuados às pessoas com seus direitos violados. O foco do atendimento é a família e seus diretos socioassistênciais. “Ou seja, se uma pessoa da família tem um direito violado, todos os familiares recebem o atendimento”, explica a coordenadora da unidade, a assistente social, Cleonice Moller.

A advogada do Creas, Danielle Christine Feijó, conta que, o trabalho dos profissionais consiste no atendimento psicossocial e jurídico às famílias e indivíduos com os direitos violados; visitas domiciliares; encaminhamentos para serviços intersetoriais; oficinas de fortalecimento de vínculos para vítimas de violência doméstica; atendimento e acompanhamento aos adolescentes e famílias em cumprimento de medidas socioeducativas; inserção nos programas de alfabetização e oficinas de música e esporte.

Ainda fazem parte das ações, o Serviço de Proteção e Atendimento Especializado à Famílias e Indivíduos (Paefi), por meio do qual é oferecido apoio, orientação e acompanhamento especializado às famílias e indivíduos em situação de ameaça ou violação dos diretos.

Só no mês de junho, os profissionais do Creas realizaram 148 atendimentos e 95 visitas domiciliares. “Mas, ainda temos muita resistência das famílias para aderir aos programas, haja vistas que, são pessoas fragilizadas”, aponta uma das psicólogas, Ana Carolina Coas.

Fique sempre atualizado

Entre no nosso grupo do WhatsApp e siga nosso perfil no Instagram para não perder nenhuma notícia!