
O cruzamento da Avenida Bento Munhoz da Rocha Neto e Rua Expedicionários se tornou o mais perigoso de União da Vitória. O motivo é evidente: Por ali transitam alunos do Colégio Astolpho Macedo de Souza, acadêmicos da Uniuv e Uniguaçu, além dos trabalhadores que precisam chegar até as indústrias da zona sul da cidade de bicicleta.
O problema aumentou muito com o trânsito de caminhões e ônibus escolares de transporte intermunicipais que saem da Bento Munhoz e entram na Rua Expedicionários com destino à Uniguaçu, Autovia João Reolon e para o bairro Rio D’Areia e BR 280 pela Rua Industrial Miguel Forte. A falta de sinalização no cruzamento, que vem de muitos anos, têm provocado protestos e reclamações. O vereador Julio Adilson Pires, representante da comunidade do Bairro São Basílio, defende sinalização vertical, horizontal e luminosa para disciplinar o trânsito naquele cruzamento. “Já entrei com requerimento, e tenho certeza que podemos encontrar uma solução”, afirmou.

A prefeitura está estudando vários pontos considerados “nevrálgicos” da cidade. Também não se pode esquecer que os prefeitos Pedro Ivo e Anizio de Souza querem unificar o trânsito das duas cidades. Em relação à sinalização, a prefeitura dobrou o número de placas indicativas em União da Vitória, mas sabe que o cruzamento exige estudos mais complexos para que não sejam tomadas medidas paliativas, mas definitivas para tornar o local seguro para os estudantes e trabalhadores.
Dirigir com Educação
O problema não é só com a sinalização no local. A comunidade denunciou à reportagem que é comum ver carros passando o cruzamento em velocidade incompatível, não respeitando o fato de que a Avenida Bento Munhoz é a preferencial naquele local. A transeunte Emília Leandra Souza, disse que passa sempre pelo local para ir ao trabalho. “Nem os caminhões respeitam esse cruzamento. Alguns estudantes passam com o som ligado bem alto e isso parece afetar seus olhos. Esses tempos um estudante bateu num ciclista que teve a perna quebrada”, denunciou a trabalhadora. O Vereador Pires confirmou: “Aqui parece uma saída de festa, ninguém respeita as regras de trânsito. Em horário de entrada e saída de aula na escola e nas faculdades, fica pior ainda”, desabafa.
O que fazer para melhorar a segurança no local
De acordo com moradores próximos ao cruzamento, é preciso colocar semáforos, placas indicativas e até redutor de velocidade. Os trabalhadores que vem de outros bairros querem também uma ciclovia e aproveitaram para denunciar motocicletas de entrega que ficam costurando no meio do trânsito intenso do local. “Parecem que estão sempre atrasados, colocando a vida das crianças da escola em risco”, diz Emilia.