A deputada federal por Santa Catarina, Geovania de Sá (PSDB), protocolou ontem, 03, o Projeto de Lei 2650/21, com intenção de proibir o ensino de linguagem neutra em escolas públicas e privadas do Brasil.

Na justificativa do projeto, Geovania argumenta que, no português “os substantivos são flexionados, em relação ao gênero, em masculino e feminino; epiceno; comum de dois gêneros; sobrecomum. Já os artigos, adjetivos, numerais e pronomes flexionam-se, simplesmente, em masculino e feminino” e que “faz parte da riqueza e exatidão de nossa língua que a flexão de gênero se estruture dessa forma, expressando perfeitamente os dois gêneros biológicos”.
Para ela, grupos têm tentado instituir uma linguagem neutra em escolas. “Os adeptos de tal linguagem querem destruir palavras simples e consagradas para promover um contrassenso linguístico histórico. Pretendem substituir “ela” e “ele” por “elu”; “todas” e “todos” por “todes”, entre outras mudanças”, exemplifica a deputada”, exemplifica a deputada.
Geovania acredita que o emprego deste linguajar causa estranheza e desconforto, e, por esse motivo, seu ensino nas escolas é insensato. “Estamos falando de termos que atacam a língua portuguesa, afrontam nossos valores tradicionais e, o que é ainda mais grave, impactam negativamente em nossas crianças e jovens”, comenta a parlamentar.
A parlamentar comenta, ainda, que em sua visão os brasileiros querem viver em um país que preocupe-se em superar o analfabetismo, em solucionar a evasão escolar e em construir cidadãos preparados para o desafiador mundo do trabalho na era digital. “Estas, sim, são questões centrais para a educação brasileira. As escolas não devem despertar nas crianças curiosidade por temas inapropriados, como sexualidade, ideologia de gênero e diversidade sexual”, completa.