
As amigas Priscila Ferreira e Ingrid Santos aproveitaram a tarde de sexta-feira, 13, ensolarada párea um passeio. Em uma lanchonete na área central de União da Vitória as amigas degustavam um lanche. Conversa vai, conversa vem… O lanche era pouco. O que denotava o contraponto de guardanapos de papéis em cima da mesa das jovens estudantes.
A cada mordida no lanche um novo guardanapo era retirado do suporte de metal. Nossa reportagem se aproximou das amigas que, de maneira humorada, admitiram o desperdício do material. Esta não é uma prática isolada, pois cenas como esta são bastante comuns. O que é uma pena, não é mesmo?
O deputado Stephanes Júnior (PMDB) em 2008 sancionou projeto sobre o uso de guardanapos e canudinhos de refresco usados nas lanchonetes do Paraná. O deputado exigiu mudanças. Proprietários de restaurantes, bares, lanchonetes, quiosques e ambulantes deveriam se adequar a contar da assinatura do documento, para fornecer aos seus clientes guardanapos e canudos de plástico acondicionados em embalagens oxibiodegradáveis individuais. A ideia surgiu há cerca de um ano, ao ouvir reclamações das condições de higiene dos canudos, principalmente das mulheres.
Já Associação Brasileira dos Bares e Casas Noturnas (Abrabar) avaliou o projeto como sendo cômico. Segundo a Abrabar o segmento não foi ouvido, o que gerou o pedido de arquivamento do projeto de lei ainda em 2008.
Desperdício
Na opinião do deputado, os custos são diluídos quando comparados ao desperdício e às condições de higiene e saúde. No canudo, especificamente, há um aumento de 10% e o do guardanapo de papel, de 10 a 20%. Ele conheceu a prática no Chile há oito anos.
Guardanapo de papel
Alguns comerciantes das Cidades Irmãs já estão adotando guardanapos de papel em seus estabelecimentos para evitar o desperdício e degradação com o Meio Ambiente. Outros admitem preocupação com a quantidade de papel que é gasto em cada refeição. Alexandra Cabral é proprietária de um comércio em União da Vitória. Ela admite que o desperdício é grande, porém o estabelecimento tem de dar suporte para a higiene do cliente.

Marco Aurélio Santos Aguiar também é proprietário de um comércio na área central. Ele e os funcionários adotaram uma medida para evitar tanto desperdício do papel. “Procuramos colocar guardanapo de qualidade nos suportes para os clientes. Muitas vezes o barato sai caro. Por isso, compramos material de qualidade para que a qualidade não necessite da utilização de tantos papéis”.
História do guardanapo
Se hoje parece impossível comer macarrão sem um guardanapo para se limpar, na Idade Média isso era normal. Aliás, naquela época, usar um pano durante a refeição podia ser motivo de chacota. Por anos, na Europa medieval, só a nobreza se limpava para comer. O processo era feito geralmente com jarras de água trazidas por empregados antes e depois da refeição. Enquanto isso, os padres, outros membros do clero e os mais pobres limpavam as mãos com pão. Ou simplesmente não limpavam.
Alguns historiadores atribuem a criação do guardanapo a Leonardo da Vinci (1452-1519). O principal motivo é o Codice Romanov, livro de culinária atribuído ao inventor, que traz uma referência ao guardanapo. Mas, muito antes de Da Vinci, na Roma antiga, por volta do século 1, limpar-se com um pano já era comum. Principalmente nos banquetes.
Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br