Por Mariana Honesko

Se estivesse novamente na sacada do extinto Hotel Internacional, Getúlio Vargas assistiria a um espetáculo. Nesta terça-feira, 19, na comemoração ao Dia da Bandeira, militares do 5º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado e a equipe da Secretaria de Cultura e Turismo de Porto União, promoveram a celebração do Dia da Bandeira.
Para o comando militar, a festa em torno do maior símbolo patriota não poderia vir em melhor hora. Em uma revolução judicial, políticos acabam de serem detidos por corrupção. Endossa o sorriso a vontade pública de questionar, cobrar e iniciar um período de transformações. A bandeira, colocada nos braços e nas costas de quem foi às ruas, nesta terça-feira tremulou no ponto mais alto da praça. “Comemoramos o Dia da Bandeira para reverenciarmos o símbolo. Ela representa a Pátria e, nesse dia, a gente deve comemorar por tudo o que ela representa”, avalia o comandante do Batalhão, Coronel Edilson Silva de Oliveira. De acordo com o comandante, esta foi a segunda celebração realizada fora dos pátios militares. “Já que é uma festa cívica, ela exige a participação da comunidade”, sorri.
Além dos militares, a cerimônia também contou com a participação dos alunos do Colégio São José e do Núcleo Educacional Frei Deodato. Os prefeitos, Anízio de Souza, de Porto União, e Pedro Ivo Ilkiv, de União da Vitória, bem como os vereadores, também acompanharam a cerimônia. “Muito importante sermos solidários nestes atos cívicos e viemos contribuir com o município de Porto União, com este gesto”, sinalizou Pedro Ivo. “Um dia importante para a Pátria. Um momento importante para nossa cidade também”, completou o prefeito Anízio.
O hasteamento da bandeira foi um dos pontos altos da comemoração. O bispo diocesano Dom João Bosco foi escolhido pelo cerimonial para levar a bandeira até o ponto mais alto.

A apresentação de outros 12 modelos, criados antes do que é hoje oficial, marcou o evento. Elas teriam sido símbolos entre os períodos Brasil Colônia ao Republicano. O modelo conhecido hoje foi instituído no dia 19 de novembro de 1889, apenas quatro dias após a Proclamação da República. O desenho é o resultado de uma adaptação na tradicional Bandeira do Império Brasileiro.

Ponto alto da celebração, a queima das bandeiras seguiu um ritual secular. Bandeiras consideradas velhas demais e com danos em sua estrutura foram incineradas. Neste ano, cinco flâmulas foram “destruídas”. “É um número pequeno, sinal de que as bandeiras estão durando mais”, brincou o comandante.
Desmaios e curiosos
Chamou a atenção de quem acompanhava mais de longe o cerimonial o comportamento de quem estava ainda mais distante. Bem no início das celebrações, uma senhora invadiu o espaço militar com um pequeno machado na mão. Sua saída foi breve e não precisou de intervenção. Durante a cerimônia, pelo menos duas pessoas passaram mal e precisaram ser atendidas pela equipe de socorro do Exército. Perto da praça, alguns estabelecimentos comerciais também defenderam o dia. No parapeito dos imóveis, alguns colocaram a bandeira como destaque.

























