Segundo a sondagem realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), 73,8% dos paranaenses devem agradar as mães no segundo domingo de maio. Esse percentual é menor do que no ano passado, quando 76% dos filhos pretendiam comprar presentes, em função do grande número de indecisos, que representa 5,9% dos consumidores. Em 2017, nesta época, a parcela de consumidores que ainda não sabia se iria presentear era de apenas 2,7%.
Normalmente, o consumidor começa a pesquisar opções de presentes cerca de um mês antes da data, mas o pico de compras acontece na semana que precede o Dia das Mães, o que justifica a indefinição registrada na sondagem.
Entre os motivos das respostas negativas estão a ausência da figura materna e falta de condições econômicas. Há aqueles que ressaltam não necessitarem de uma data específica como essa para agradar a mãe, e que comemorarão com almoço em casa, além de outros que afirmaram preferir não se influenciar por datas de incentivo ao consumo.
Em Santa Catarina, o Dia das Mães também deve movimentar a economia até a segunda semana deste mês. De acordo com a Pesquisa de Intenção de Compras para a data, realizada pela Fecomércio em sete cidades catarinenses, o gasto médio deve ser de R$ 164,81 por consumidor, equilibrado ao valor de 2017 (R$ 165,77). Os consumidores em Itajaí e Blumenau pretendem desembolsar mais com os presentes, R$ 202,15 e R$ 172,02, respectivamente.
Roupas (42,9%), perfumes/cosméticos (17,8%) e calçados/bolsas (11,8%) lideram a lista de presentes. O comércio de rua deve ser o principal destino das compras (73,6%), à frente dos shoppings centers (17,2%); em Florianópolis o índice chega a 27%. A maioria dos consumidores (82,4%) pretende comprar os presentes à vista, em dinheiro (66,1%), no débito (9,6%) ou crédito (6,7%). Embora o índice de compra parcelada seja de 13%, o que demonstra a intenção de evitar o endividamento, as pesquisas realizadas após as datas comemorativas mostram que os consumidores acabam optando por esta forma de pagamento para adequar os gastos ao orçamento. Em Lages, por exemplo, 18,6% devem garantir o presente no parcelado.
No Vale do Iguaçu
Conforme o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Artibano Nhoatto, a expectativa é de um Dia das Mães bom, com aumento de 5% em relação ao ano passado. “Estamos esperando que realmente isso aconteça”, sinaliza. O valor médio dos presentes, segundo Nhoatto, deve ser de R$ 120. A data é considerada a segunda melhor para o comércio: o Natal é a primeira. “Qual o filho que não vai dar um jeito de dar um presentinho para sua mãe. Dificilmente se deixa de dar um presente para a sua mãe e é baseado nisso que temos esta expectativa para a data”, pontua.
No Vale do Iguaçu, os presentes mais procurados continuam sendo a linha dos calçados e do vestuário, bolsas, flores – que neste ano devem repetir o sucesso feito em 2017 – e perfumes. “E, além disso, a linha dos móveis e eletrodomésticos também terão boa saída”, ressalta. Nessa lista é possível incluir ainda jantares e almoços fora de casa. Os restaurantes também esperam incremento no movimento no domingo das mamães.
Sábado +
Quem deixar para comprar na última hora, tem um socorro no comércio local. A campanha Sábado+ acontece na véspera do Dia das Mães, que neste ano caiu no dia 13. É uma opção mais tranquila de encontrar o que ser quer até, no mínimo, às 16h.
Comércio descentralizado
No Vale do Iguaçu, embora apenas o anel central é lembrado como referência para compras, lojas menores, mas igualmente boas no aspecto ofertas e créditos, crescem em espaços nem tão centrais. São novos “centrinhos”, povoados por quem mora por perto mas também por quem prefere um pouco mais de tranquilidade para ver vitrine, provar roupas, calçados e acessórios. E sim, estes ambientes são diversificados, oferecendo uma série de produtos – iguaizinhos aos que são vendidos na Manoel Ribas, Matos Costa, Carlos Cavalcanti, Siqueira Campos, por exemplo. Mas onde ficam? Um dos “centrinhos” que vem crescendo muito – e não poderia ser diferente por conta do tamanho da comunidade onde está – é o comércio de São Cristóvão, especialmente o que fica na principal avenida, a Paula Freitas. São floriculturas, lojas de moda, de calçados, de venda de móveis e eletrodomésticos. Alguns estabelecimentos replicam o que vendem no anel central do Vale: são filiais de suas matrizes e, no bairro, conta com uma gama interessante de cliente.
Outro espaço semelhante, porém, um pouco menor, fica em Porto União, na avenida Santa Rosa, do bairro que leva o mesmo nome. No final de semana, especialmente, o movimento também é intenso nos pontos de comércio. Ainda que existam pontos em toda a extensão da avenida, a concentração maior fica próximo da igreja e do Supermercado Reviwer. Aliás, o próprio mercado ajuda a puxar a descentralização. Moradores do centro e de outros bairros tem dado preferência para o estabelecimento na hora de fazer o “rancho” do mês.
Ainda em Porto União, o centro mesmo, só que um pouco mais “para lá”, também cresce. Ele fica na Prudente de Morais, próximo da Farmácia União. São duas grandes quadras de intenso movimento. A descentralização vai chamando a atenção, atraindo mais clientes, oferecendo novidades e crescendo como um gigante.
Jantar do Dia das Mães
O evento é logo mais, a partir das 20h, no Restaurante American Grill, e é o evento da CDL que marca o Dia da Mães. O jantar festivo é uma homenagem às mães que atuam no comércio do Vale do Iguaçu. Neste ano, o jantar “delas” será gratuito: um jantar por empresa. “Isso vai trazer aquele número bacana de mães junto com seus filhos e filhas, para juntos estarmos”, sorri o presidente da CDL. Para os pagantes, o cartão custa R$ 35 por pessoa. A confirmação de presença terminou no final da tarde de ontem (não será possível, portanto, participar do jantar sem o cartão dado pela entidade).