DIA DO TRABALHADOR: Sem festas físicas, data requer adaptação

Tradicional evento do Sindicato dos Trabalhadores não acontece pelo segundo ano consecutivo no Vale do Iguaçu

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Atualizado há 5 anos

(Foto: reprodução)
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Pelo segundo ano consecutivo, as confraternizações para celebrar o Dia do Trabalhador, neste 1º de Maio, serão adaptadas em razão da pandemia. Conforme José Orlando dos Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de União da Vitória, o tradicional café da manhã com sorteio de prêmios, não serão realizados.

Por anos, a celebração concentrou a rua Benjamin Constant para marcar a data com os trabalhadores da Associação dos Municípios do Sul do Paraná (Amsulpar).

Também, as Centrais Sindicais farão em 2021, o Dia Internacional do Trabalhado de forma virtual pelo País. Em razão ao grande número de mortes, o tema deste ano é “1.º de Maio pela Vida – Democracia, Emprego e Vacina para Todos”.

A programação tem previsão de três horas de duração e será transmitida, às 14 horas, do sábado, pela TVT – TV dos Trabalhadores, além dos canais no YouTube e redes sociais sindicais. As falas das lideranças sindicais, políticas e sociais serão intercaladas por apresentações e depoimentos de artistas sobre o tema deste ano.


Home office: tendência no mercado de trabalho

Faz um ano que muita gente experimentou levar para casa a rotina do trabalho. Um levantamento do site Vagas.com, em entrevista para a Agência Brasil, mostra que o número de postos de trabalho em casa aumentou 309% em 2020, saltando de 594 vagas em 2019 para 2.428 no ano marcado pela pandemia. Ainda, a tendência pode trazer vantagens tanto para empresários quanto para trabalhadores. O cenário é apontado promissor para as empresas.


Números positivos

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pela Agência de Notícias do Paraná, aponta que 277 municípios do Paraná registraram saldo positivo nas contratações em março deste ano, o que representa cerca de 69,4% do total.

O número é levemente inferior aos resultados de janeiro (73%) e fevereiro (85%) e está em consonância com a redução do ritmo de contratações no último mês, impactado pelas medidas restritivas de circulação e pelo pico da pandemia no Estado – março teve saldo de 11.507 novos empregos, contra 25.351 em janeiro e 41.626 em fevereiro.

Outros 17 municípios empataram as contratações e demissões e permaneceram zerados no terceiro mês do ano. Na contramão da média estadual, 105 cidades (26,3%) fecharam março com estoque negativo de emprego, mas 63 delas perderam até dez vagas, o que indica variação sazonal, com boas chances de reversão em curto prazo.

Os 15 municípios que mais geraram empregos em março foram Cascavel (598), Londrina (567), Toledo (526), Cambé (491), Apucarana (403), Araucária (341), Pato Branco (315), Ibiporã (313), Arapongas (306), Paraíso do Norte (279), São Mateus do Sul (253), Rolândia e Umuarama (245), Palotina (226) e São José dos Pinhais (202). Os resultados também foram expressivos em Medianeira (199), Palmas (166), Ortigueira (164) e União da Vitória (162).

Os dados de março de 2021 também mostram um salto em relação a março de 2020, mês da chegada da pandemia e dos primeiros decretos restritivos de circulação. Naquele mês foram 204 municípios com saldo positivo, 51,1% do total, além de 15 zerados e 180 com recortes negativos.


Retomada

O Paraná fechou o primeiro trimestre de 2021 entre os cinco estados do País que mais abriram vagas formais de emprego. Foram criados 78.484 postos com carteira assinada no período, já considerando os ajustes técnicos realizados pelo Ministério da Economia. Apenas São Paulo (253.460), Minas Gerais (108.109) e Santa Catarina (87.127) tiveram desempenho superior no recorte de 90 dias.

O Paraná abriu 52.670 vagas de emprego no ano passado, mesmo em um ano marcado pela crise econômica decorrente do coronavírus. Foi o segundo melhor resultado do País, com apenas 380 contratações a menos do que Santa Catarina.


1º de Maio

Trabalhadores que chegavam a cumprir 17 horas de carga horária em uma empresa de Chicago, nos Estados Unidos, promoveram uma greve em 1º de maio de 1886. O principal objetivo era conquistar melhores condições de trabalho, como a redução da carga horária para oito horas por dia. Porém, um confronto com policiais resultou em prisões e mortes de trabalhadores. Fato trágico, mas que inspirou no decorrer da história a trabalhadores buscarem cada vez mais seus direitos.

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