Dicas para se tornar um agente autônomo de investimentos

reproducao-investimentoO mercado financeiro está em processo de crescimento no Brasil. No início de 2019, o Tesouro Nacional atingiu a marca histórica de três milhões de cadastrados. A segurança e a rentabilidade superior à da poupança tornam esse e outros produtos atrativos para  o consumidor que deseja dar os primeiros passos no mundo dos investimentos.

Esse ambiente de interesse crescente dos brasileiros em fazer render  melhor o seu dinheiro favorece a atuação do agente autônomo de investimentos, um profissional que atua como elo entre investidores e as corretoras de valores.

O que é um agente autônomo de investimentos?

Um agente autônomo de investimentos é um meio termo entre gerentes, private bankers, family offices e a área de wealth management dos grandes bancos. Por meio desses profissionais, o investidor toma conhecimento sobre diversas modalidades de investimento e consegue saber qual o produto ideal para aplicar seu dinheiro. De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), não cabe ao agente dizer ao cliente se um produto é bom ou ruim, mas, sim, dar as opções de acordo com cada perfil de investidor.

Estes profissionais são responsáveis por prospectar clientes, apresentar e fornecer orientações sobre o mercado financeiro aos investidores, receber ordens e, na sequência, transmiti-las aos sistemas de negociação das corretoras, além de esclarecer as dúvidas que as pessoas podem ter em relação ao assunto.

O pagamento ao agente fica por conta da plataforma de investimentos à qual ele é vinculado, que, por sua vez, recebe os recursos do cliente/investidor. O profissional utiliza a plataforma da instituição financeira para acessar os produtos e ter a permissão de operar no sistema, recebendo as ordens de aquisição de produtos.

Uma das vantagens de optar por essa área profissional é o aumento do número de investidores que querem diversificar seus investimentos e elevar seus ganhos, aproveitando o bom momento da bolsa de valores no Brasil e a redução da taxa básica de juros, a Selic – quem tem reduzido o lucro em produtos considerados conservadores).

Requisitos e dicas para atuar como um agente autônomo

O perfil ideal do agente autônomo é o profissional que tem experiência em mercado financeiro. Gerentes e private bankers são pessoas que têm boas chances de se tornar agentes autônomos. Como contam com conhecimento, podem levar sua carteira de clientes para novos investimentos.

O  interessado também precisa ser comunicativo e entender que a boa relação com os clientes é essencial, já que o dia a dia de um agente autônomo envolve fazer muitas  ligações e até reuniões com o possível cliente.

Os dias são divididos em ligações, reuniões e cuidados com aqueles que já fazem parte da carteira. Assim, ter disponibilidade para analisar diariamente a carteira, identificar prazos a vencer, possibilidades de reaplicação, além de ouvir qualquer problema que os clientes possam enfrentar no processo, são tarefas inerentes ao ramo.

Como não há remuneração fixa, o retorno financeiro depende da conquista de clientes. As exigências para atuar como agente de investimentos são: ter ensino médio completo (não é necessário ter ensino superior); não apresentar antecedentes criminais; estar em pleno exercício dos direitos civis; morar no Brasil; pagar a taxa de R$ 460,00 para inscrição no exame da Ancord (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias) e ser aprovado no teste.

O exame da Ancord avalia a técnica e o conhecimento dos candidatos: inclui 80 questões de múltipla escolha, com 15 módulos, testando a aptidão dos candidatos no mercado financeiro e, especificamente, como agente autônomo. A aprovação depende do acerto de pelo menos 70% das questões. A prova é distribuída e elaborada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Aprovado no exame, é preciso realizar o credenciamento na Ancord. A instituição realiza aprovação do agente juntamente com a CVM para liberar a atuação do profissional. A partir desse momento, o novo agente já pode trabalhar com uma corretora e atender clientes.

Por outro lado, quando o profissional é autorizado a atuar como agente autônomo, há uma taxa trimestral cobrada pela CVM de pessoas físicas (R$ 634,63) e pessoas jurídicas (1.269,25) que atuam na área.

De qualquer forma, considerando que possa ocorrer obstáculos no início de carreira desse novo agente, a maioria das corretoras disponibiliza um plano de incentivos uma vez que o contrato é fechado. Atualmente, um agente no Brasil fatura em média  R$ 4040, podendo chegar a até R$ 7300.

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