Por Mariana Honesko

O processo chegou ao seu fim exatamente no tempo previsto. Foram seis meses de trabalho em prol da apresentação da proposta. Aos olhos dos líderes do projeto e da ponta do lápis, o resultado é bastante satisfatório. Assim, ficou definida na semana passada que a distribuição dos sacos laranja, em São Cristóvão, já pode ser suspensa. “Foi um sistema educativo, para que as pessoas se acostumassem com a coleta seletiva”, explica o diretor da Ação Social de União da Vitoria, Sidnei Cieslak.
Desde janeiro, o projeto Ecocidade, que se transformou em um braço da pasta municipal, liderou a extensão do roteiro da empresa Ecovale no Distrito. Até então, a cobertura da coleta seletiva era apenas parcial na comunidade. Na intenção de lembrar a separação, o programa distribuiu os sacos: neles, todo material passível de reutilização poderia ser colocado. “A adesão foi total. Em União da Vitória, pulamos de 16 toneladas recicladas por mês para 96”, comemora Cieslak.

Todo material é triado pelos cooperados, membros da cooperativa local. O grupo, que se reúne no antigo Terminal de Calcário, também cresceu a medida do avanço do projeto: dos 12 agentes iniciais, a entidade trabalha agora com outros 40 trabalhadores.
O movimento iniciado do outro lado das pontes deve ser repetido nos bairros que ainda não oferecem a coleta seletiva. Resposta satisfatória é o que quer de volta a iniciativa. “Queremos o sucesso em outros bairros também, que foi conquistado também no São Cristóvão”, sinaliza o diretor da Ação Social.
Entenda a separação
A suspensão da distribuição não encerra a coleta. Antes, deixa espaço para os moradores caminhem “sozinhos”. A separação continua válida e pode ser feita em sacolinhas plásticas comuns.
Cobertura
Conforme a Ecovale, empresa que explora a coleta orgânica e seletiva nas Cidades Irmãs, até a mobilização do Ecocidade, o Distrito de São Cristóvão não era coberto pela coleta especial. Ficam de fora, ainda, a Linha Paço do Iguaçu, Via Rica e a região do Baú Clube de Campo.