Dom João Bosco encerra participação na diocese de União da Vitória

Bispo segue carreira em Osasco (SP) em nova designação religiosa. Carreira na cidade termina no dia 15

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Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

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Religioso assume diocese de Osasco e na cidade, despede-se no dia 15. (Foto: Mariana Honesko).

Ele é pastor e jornalista. Carrega no currículo uma grande experiência de vida religiosa e na diocese de União da Vitória, já deixa saudade. No dia 15, o bispo Dom João Bosco Barbosa de Souza encerra sua missão na região. O sacerdote foi designado para pastorear outras ovelhas na cidade de Osasco (SP), onde assume a diocese e o desafio de olhar e rezar junto com mais de dois milhões de pessoas.

Dom João se mostra preparado e confiante para encarar uma realidade tão diferente da que viveu durante os sete anos de sacerdócio local. “Quando a gente faz o passo de entregar a vida para Deus, a gente não pode mais questionar o que Ele apresenta. Claro que preocupa. A realidade é outra. Só posso dizer, seja o que Deus quiser”, diz com bom humor.

O sacerdote foi o segundo bispo que liderou a diocese de União da Vitória. Ela é relativamente jovem, tem 37 anos e antes de Dom Bosco, foi capitaneada por Dom Walter Michael Ebejer. O nome do novo líder para a região não é conhecido. “Aqui me acolheram muito bem, em todos os lugares. Só posso agradecer ao povo gentil, um povo de consciência aguçada, com vontade de ser fiel. Um povo bom e cristão”, sorri.

Paradoxos

A experiência de Dom João Bosco deve ajudar. Ainda padre, trabalhou em São Paulo. O que aprendeu mais jovem, somado aos sete anos de sacerdócio na região, podem fazer a diferença em uma designação tão distinta.

O religioso vai deixar uma diocese pequena, composta por 250 mil pessoas para cuidar de um rebanho bem maior, cujo censo demográfico aponta para 2,5 mil pessoas. Em Osasco, divide o trabalho com outros 130 padres em 87 paróquias. “Aqui temos 36 padres e 25 paróquias. É um pouco menor”, compara, bem humorado.

Osasco concentra dois mil quilômetros de uma área tão mista quanto seus habitantes. Dormitório da grande São Paulo, a cidade é endereço de uma massa intensa de trabalhadores. O território é cercado por fábricas e ainda divide espaço com áreas rurais e residências nobres, comuns especialmente em bairros renomados, como o Alphaville e Castelo Branco. “É uma cidade muita variada mas é nossa gente”, sorri o bispo.

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