
Desde que tirou o título de eleitor Domingos Dalmas, de 90 anos, não perde nenhuma eleição. No domingo, 7, a sua participação nas eleições municipais é uma prioridade. Tamanha é a sua dedicação para com o pleito que, já faz algum tempo, o seu “Mingo” como é conhecido carinhosamente em União da Vitória, programou suas tarefas para o dia da eleição. De manhã vai repousar. Um almoço com a família acontece por volta do meio-dia. Já perto das 13h o seu Mingo irá se preparar para o momento do voto. A eleição acontece das 8h às 17h. Em União da Vitória exercem a democracia 41.083 eleitores.Exemplo de cidadania
Mesmo sem a obrigação de votar, ele considera o pleito exemplo de cidadania. “Mesmo sem a obrigação, os idosos têm o direito de votar e escolher os representantes para governar”, explica.
Desde os 30 anos
Seu Mingo fez o primeiro título de eleitor aos 30 anos. A explicação é a de que na época era militar e não tinha a obrigação de exercer o voto.
De Bituruna para União da Vitória
Foi em Bituruna, já em 1986, que o seu Mingo contribuiu com a escolha dos novos representantes da cidade. Para ele, foi um motivo de muita satisfação, pois exercia o voto pela primeira vez. Algum tempo depois se mudou para a cidade de União da Vitória, onde reside até hoje. O voto foi transferido para o segundo maior colégio eleitoral, a Fafiuv, com 6.017 mil eleitores.
Faz toda a diferença
Domingos Dalmas acredita que um voto faz falta no final e pode decidir uma eleição. “Eu acredito ser muito importante votar”, afirma.
“Cola”
Pergunto ao seu Domingos:
– O senhor preparou uma cola com os números dos candidatos para domingo?
O eleitor responde:
– De jeito algum. Vou votar com os números que tenho na memória (risos).
Um pouco mais jovem

Os jovens que vão votar pela primeira vez nessas eleições estão empolgados em ir às urnas. O voto não obrigatório pode fazer a diferença e esse público quer participar da escolha dos novos representantes. O estudante Vitor Michelski completou seus 16 anos e faz questão de escolher o seu vereador e prefeito. “Eu sempre quis votar”, admite.
Não vai votar
Pedro Luiz Marks completou 16 anos e ainda não fez o título de eleitor. “Eu não me sinto preparado para escolher os representantes políticos. Quero conhecer um pouco mais sobre a história da cidade e dos governantes”.
Eleitores brasileiros com 70 anos ou mais
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de eleitores brasileiros com 70 anos ou mais também aumentou, passando 6,9% nas últimas eleições para 7,2%. O crescimento do número de eleitores nesta faixa etária comprova um fato da sociedade brasileira atual: queda na natalidade e aumento da expectativa de vida. Embora o voto seja facultativo para quem está na faixa dos 70, muitos ainda fazem questão de ir às urnas.
Altamente informado
Para o cientista político e diretor executivo do Instituto de Pesquisas do Rio de Janeiro, Geraldo Tadeu Moreira Monteiro, além de importante em termos numéricos o grupo dos eleitores idosos é altamente informado e ativo na vida social, podendo influenciar na escolha de outros grupos etários. São pessoas que, em geral, têm disponibilidade maior de tempo para leitura e busca de informações, conhecem mais a história. (Fonte: agenciabrasil)