Dona Dora: “Mulher Ferroviária com muito orgulho”

Foram 31 anos, 1 mês e 11 dias dedicados a Rede de Viação Paraná-Santa Catarina. Ela é uma referência aqui no Vale do Iguaçu

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Atualizado há 10 anos

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Dona Dora é uma simpatia em pessoa. (Foto: Wanenssa Stenzel)

Dona Dora é uma simpatia em pessoa. Sem falar da elegância e da serenidade com as palavras.

Doralice Tavares Rabelo carrega na bagagem uma eximia carreira profissional. Além de ser uma excelente ‘dona do lar’, deixa muita gente impressionada com os seus 31 anos, 1 mês e 11 dias dedicados a Rede de Viação Paraná-Santa Catarina. Ela é uma referência aqui no Vale do Iguaçu.

Dora afirma ser “Mulher Ferroviária com muito orgulho”. Sua história foi permeada através de tradição familiar. Filha de Anália e Sipriano Tavares, foi com o pai que aprendeu a admirar as ferroviárias. Ela conta que o seu Sipriano trabalhou em construção de ferrovias no trecho sul, residindo inclusive em Calmon (SC). Já os seus irmãos, José Augusto e Antônio de Jesus também atuaram como mecânicos nas ferrovias. “O meu pai depois de um tempo passou a atuar como escriturário de mecânica de locomotivas”, lembra.

Já do lado da mãe, os avós de Dora também foram maquinistas na estrada de ferro e os filhos telegrafistas. “Eu tenho referência de ferrovias de ambos os lados da família”, conta.

Dora lembra que na infância, adolescência e fase adulta o que mais ouvia falar era sobre ferrovias, trem, trilhos, locomotivas, vagões, telégrafos, passageiros, entre outras tantas palavras que lembram a viação. “Venho de uma família de estrada de ferro”, brinca.

A admiração pela viação, incentivou Dora já aos 16 anos de idade a definir o que ela queria para sua vida: trabalhar nas estradas de ferro. Foi então que se inscreveu para o concurso público e passou em 2º lugar. Ela foi nomeada para trabalhar no escritório da viação, em União da Vitória, juntamente com o seu pai, onde permaneceu ao lado dele por 13 anos. Ela foi a primeira mulher a atuar nessa função em União da Vitória.

Depois assumiu a coordenação do controle e registro dos funcionários das estações de União da Vitória à São Francisco do Sul, União da Vitória à Marcelino Ramos e União da Vitória à Engenheiro Gutiérrez. “A minha aposentadoria saiu como agente administrativa, último nível em 1977”.

A carreira de Dora na estrada de ferro foi iniciada aos 16 anos, cujo o ingresso para o mercado de trabalho só ocorreu mediante autorização do juizado, em razão da menor idade.

Doralice

Dora nasceu em 29 de maio de 1930 em União da Vitória. Estudou no Grupo Escolar Professor Serapião até 5º Ano. Já o ginasial, como era chamado na época, foi concluído no Colégio Santos Anjos. Foi casada com Raul Antônio Rabelo que faleceu em 2001. Com ele, teve três filhos: Sancler Cezar, Ieda Rosane e Luciano.

Entrevista

A entrevista com Dona Dora aconteceu no dia 19 de março, durante o programa “Momento da Educação”, apresentado pelo professor Aluízio Witiuk, nos microfones da Rádio Difusora União, a antiga ZYD-3, “a Pioneira do Vale”.

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