Por Mariana Honesko

Aos 49 anos ele parece ter acertado na decisão que mudaria seu futuro. “De bancário, virei banqueiro”, sorri Heriberto Viero, dono da Banca Stop, um dos pontos mais populares em União da Vitória. Mas, quem conhece Heriberto? Vale uma apresentação mais detalhada: Heriberto é o Pilão e é conhecido assim desde que tinha nove anos. “Ganhei esse apelido, não sei o motivo, e ficou”, conta.
O tempo passou e chegou a vez de Pilão batizar alguém. Ou algo. Nada poderia ser melhor: o empresário, junto com sua esposa, escolheu o nome do empreendimento que uniu o casal e virou referência na cidade. “Decidimos que a banca se chamaria Stop”, conta.
A banca já estava na família há mais tempo. Na verdade, ela pertencia à esposa e a irmã de Pilão. “Na época ela era só minha namorada. Mais tarde, acabei comprando a parte da irmã dela e assumindo o trabalho”, explica.

O ponto, no centro da cidade, já era tradicional. Antes de pertencer à família Viero, Paulo Berejuk era seu proprietário. Na administração de Pilão, o ambiente foi remodelado, conquistou ainda mais clientes e, após 23 anos, precisou mudar de endereço. Há algumas semanas a banca está na Rua Cruz Machado, quase de frente para o antigo endereço. “Ficou melhor. As revistas estão melhor distribuídas, está mais arejado e é bem menos quente que no outro local”, avalia.
Na essência, nada mudou. Os clientes seguem fidelizados, o atendimento é agradável e as opções continuam múltiplas. “Tenho clientes que continuam vindo todo domingo, no mesmo horário, para pegar o jornal”, sorri. Na banca, Pilão ampliou seu leque de amizades e tornou a banca um ponto de encontro. Além dos moradores das Cidades Irmãs, ele garante que uma extensa lista de visitantes procura seu estabelecimento quando visitam a região.

Fã dos esportes, Pilão desenvolveu o apreço pela leitura e a mesma paixão pelo seu local de trabalho. O empreendedor chega cedo: às 8h30 a banca já está aberta. “E só fecho às 21 horas”, sorri. A Stop fica aberta todos os dias. Ela só fecha mais cedo aos sábados e domingos, quando Pilão vai para casa depois das 19 horas. “A banca é minha vida”, diz. “Aqui pretendo ficar pelo menos mais 23 anos”, sorri.
O desportista atrás do balcão
Nem todos seus clientes sabem mais Pilão já suou muito a camisa. Literalmente. “Basqueteiro”, jogou pela seleção de União da Vitória por quase dez anos. Jogou também pelo Colégio Santos Anjos, onde estudou. Pilão é fanático pelo Fluminense, torce pelo Los Angeles Lakers, time de basquete americano, e há cerca de cinco anos enfrenta maratonas para assistir as corridas de Fórmula 1 nos GP’s do Brasil.
Para onde mudou?
A Stop Banca está agora na Rua Cruz Machado, 17, bem no centro. É fácil encontrar o novo endereço: ele fica ao lado do Hotel Flórida e as cores logo remetem ao time de basquete da NBA. “Foi coincidência. Só depois é que eu percebi que ficou com as cores do time mesmo”, sorri. Vale lembrar: a banca tem as cores bordô e amarelo em evidência.