Por Mariana Honesko

Especialista na transmissão de vídeos pela internet, a equipe da Produtora Skill FX, de Porto União, queria alcançar vôos maiores. E conseguiu, literalmente. Há dois meses, os profissionais ousam nas produções a partir das imagens, fotografias e vídeos feitas pelo mais recente “brinquedo” adquirido.
Trata-se de um Drone, um veículo aéreo não tripulado que sobrevoa regiões e é controlado remotamente e, com aplicativo para celular. O material é importado e depois de enfrentar uma maratona no oceano e alfândega, chegou às mãos de Jaime Junior, José Junior e Paulo Catec. “Desde então, não tem um final de semana de sol que a gente não esteja trabalhando”, sorri Jaime.

Na região das Cidades Irmãs, o uso do equipamento é pioneiro e, por isso, chama a atenção. “Onde a gente vai o pessoal vem em cima, quer ver como funciona”, comenta. Não é para menos: o Drone chama a atenção pelo registro de imagens e pelo perfil tecnológico. O aparelho é pequeno, leve – pesa cerca de um quilo – é capaz de voar até 300 metros de altura e percorrer mais de um quilômetro em longitude. Todo o desempenho é feito com apenas uma bateria simples, com capacidade para duração de até dez minutos. “Mas hoje, com o investimento que foi feito, temos autonomia de sobrevôo de até uma hora”, explica Paulo. Desde que desembarcou na cidade, o Drone ganhou baterias e outros detalhes que fizeram o investimento de U$$ 3 mil alcançar já os R$ 18 mil e, na prática, valorizar cada tomada área.
Além de resultados pouco convencionais, com registros panorâmicos de pontos até então impossíveis de exploração, o Drone surpreende pela praticidade e potência. As quatro hélices e a nave resistem bem quando estão em operação. É forte, inclusive, nas quedas. “Ele é bem robusto”, sorri Jaime. Nos primeiros testes, o equipamento caiu de uma altura de 70 metros e pouco sofreu. Outros dois tombos, em distâncias menores, já marcam a breve história do aparelho.
Ainda que mantido por uma bateria, o aparelho não sofre queda livre quando a carga está terminando. “Quando falta uma porcentagem para acabar, ele mesmo volta à base, sozinho”, explica José. O comportamento se repete quando o piloto perde contato com o equipamento. De novo, o Drone volta para casa, sem errar o caminho. O voo só ocorre em dias de tempo estável e de pouco vento. Rajadas mais fortes podem desequilibrar o curso ou comprometer as hélices. No ar, o Drone imita a aerodinâmica do beija-flor e, parado, registra o que quase ninguém viu.

Legalização
A equipe da Skill FX sabe de seus limites e, enquanto a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) e a Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel) não se posicionam sobre o uso, segue atuando dentro das normas do aeromodelismo.
De modo geral, no país, o risco existe já que há quem tema pela exploração de privacidade ou, em casos mais sérios, pelo uso criminoso do Drone. A expectativa é pela aprovação de regras mais claras sobre os limites e fins de seu uso.
Saiba mais sobre a produção
Na rede social, www.facebook.com/Skillfx e pelo telefone (42) 3522-9483.




