
A aparência dos gêmeos de União da Vitória, Luiz Felipe e Breno Henrique impressiona. Luiz é moreno como o pai e Breno ‘puxou’ a mãe. Especialistas confirmam que essa característica acontece entre 1 em 1 milhão.
Os pais Patrícia dos Santos de Souza e Emerson Luiz de Souza descontraem ao dizer que eles nem parecem gêmeos, mas são. Eles nasceram no dia 12 de janeiro de 2006, prematuros de 30 semanas, ou seja, menos de sete meses de gestação.
Ao nascer, o loiro pesava 1.600 quilos e o moreno 1.360 quilos. Os meninos ficaram 41 dias na UTI Neonatal da APMI de União da Vitória. “O médico explicou que o que ocorreu foi que foram dois óvulos fecundados por espermatozoides diferentes e que a chance dessa ocorrência, baseado em pesquisas médicas, é pequena. Quando a gente pensa em gêmeos logo pensa que um é a carinha do outro e no meu caso foi diferente. Saiu um a carinha da mãe e um a carinha do pai”, brinca.
Inclusive a repercussão do caso dos gêmeos foi destaque na revista Veja, em julho de 2007, onde houve um comparativo com o caso de gêmeas inglesas a Márcia e a Millie, uma loirinha como a mãe e outra de cabelo e pele escura como os do pai.
Gêmeos Bivitelinos
Os gêmeos bivitelinos são dizigóticos ou multivitelinos, ou seja, são formados a partir de dois óvulos. Nesse caso são produzidos dois ovócitos II e esses são fecundados por dois espermatozoides, formando assim, dois embriões. Quase sempre são formados em placentas diferentes e não dividem o saco amniótico. Os gêmeos fraternos não se assemelham muito entre si, podem ter, ou não, o mesmo fator sanguíneo e podem ser do mesmo sexo ou não. Também são conhecidos como gêmeos diferentes. Na verdade, são dois irmãos comuns que tiveram gestação coincidente. Representam 66% de todas as gestações gemelares, e neste tipo de gestação, um terço tem sexos diferentes, enquanto dois terços o mesmo sexo. Um em cada um milhão de gêmeos deste tipo têm cores diferentes, mesmo sendo do mesmo pai.





