Encarece o preço de um dos pratos mais tradicionais do Brasil

Alimentos que contemplam o Prato Feito apresentaram alta nos preços nos últimos meses

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Atualizado há 14 anos

Ana Rosa Lima, moradora da área central de União da Vitória, não dispensa um Prato Feito (PF). De segunda a sexta-feira, ao meio-dia, o destino é um restaurante da área central. “Arroz, feijão, carne, salada e batata-frita não podem faltar (risos)”. Durante a conversa, Ana afirma ter notado diferença no preço do PF. Do ano passado para cá, houve um aumento de quase dois reais em sua refeição.

Assim como Ana Rosa inúmeras pessoas notaram aumento no preço de um dos mais tradicionais pratos brasileiros. De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) o PF está 18% mais caro em relação a julho do ano passado.

Nos últimos 12 meses, cinco dos seis alimentos que não podem faltar na mesa do brasileiro – arroz, feijão, carne, alface e tomate – registraram alta de preço. Segundo especialistas, esses itens seguem tendência de alta e deverão fortalecer a inflação neste semestre.

Clima influência
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PR) constatou que os aumentos começaram a partir da seca do último verão, que afetou as lavouras de arroz, feijão e soja. Já o clima do inverno impede a ampliação imediata da oferta.

Vilões
Os alimentos que mais apresentaram aumento foram o feijão e o tomate. Dados da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab) apontam que os alimentos registraram altas de 37% e 78%. Quanto mais rigoroso o inverno pior para estes alimentos. No caso da carne coxão mole, o aumento de 11% no preço também se deve ao fator clima. O duro inverno prejudicou o desenvolvimento das pastagens.

Mercado

Administradora Gislaine Wonsonski. (FOTO: Wannessa Stenzel)

A administradora de um mercado em União da Vitória, Gislaine Wonsonski, acrescenta que houve aumento nos alimentos pertencentes ao PF. O arroz e o feijão apresentaram aumento no bolso do consumidor. O preço de um quilo de ambos os alimentos varia entre R$ 2,50 a R$ 3,99. “É claro que o aumento dos alimentos no mercado é sentido no bolso do consumidor também no restaurante”.

Temos PF

Maria Magali Hreynewicz, cozinheira e proprietária de um restaurante e lanchonete. (FOTO: Wannessa Stenzel)

Maria Magali Hreynewicz é cozinheira e proprietária de um restaurante e lanchonete na área central de União da Vitória. Ela afirma que mesmo diante de várias receitas, até estrangeiras, o PF ainda ganha em preferência. Em seu estabelecimento são servidos diariamente mais de quarenta refeições à base de feijão, arroz, farofa, bife, batata frita, ovo frito e saladas. O preço do PF é R$ 6. “Em virtude do aumento nos preços dos alimentos aumentei o valor da refeição para sete reais.

O resultado foi a baixa procura da comunidade. Resolvi arcar com a diferença nos preços e manter os seis reais”. Há dois anos no ramo, Maria Magali afirma que é possível manter o tradicionalismo em um dos pratos mais consumidos pelos moradores de União da Vitória e região.

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