Usuário denuncia Uniestar no Ministério Público

Faltam monitoras e empresa recusa pagamento em notas de R$ 50

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Atualizado há 13 anos

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Bruna Kobus/Jornal O Comércio

O preço foi reajustado para a operacionalização do serviço, já que o preço cobrado antes de julho de 2012 não cobria os preços da empresa que até então prestava os serviços. A empresa Rodec cobra pelo cartão de 30 minutos o valor de R$ 0,50, cartão de uma hora ao valor de R$ 1 e cartão de duas horas o valor de R$ 2. O valor da notificação, que era de R$ 5, passou para R$ 11, representando um aumento de 120% nos bolsos dos motoristas. Mesmo assim a qualidade do serviço é questionada pelos usuários.

Algumas deficiências, no entanto, se tornaram crônicas. O número de monitoras é reduzido e o número de ruas cobertas pelo serviço aumentou exponencialmente.

Muitos usuários alegam que precisam esperar muito até uma monitora aparecer. “As vezes vou resolver um assunto esperando voltar antes de a moça aparecer, mas quando chego ao carro a multa já está lá. Dói pagar R$ 11”, reclama um usuário que prefere não ser identificado.

Outra reclamação frequente é a falta de troco para fornecer aos clientes. As monitoras têm de correr até casas de comércio para tentar trocar cédulas de R$ 5, 10 ou 20. Para piorar a vida do motorista, a empresa adotou uma medida polêmica: não aceita notas de R$ 50, alegando que há muita ocorrência de notas falsas.

Foi o que aconteceu com uma usuária do estacionamento regulamentado na quarta-feira, 24. Ela foi multada e quando foi regularizar o cartão, tentou pagar a multa com R$ 50. A monitora não aceitou a nota, alegando que foi orientada pela direção da empresa, que confirmou que não vai mais aceitar notas de R$ 50 no pagamento pelo serviço.

Segundo a justificativa, existem muitas notas de R$ 50 falsas circulando pela praça. Assim sendo a empresa evitaria receber possíveis notas inválidas. A usuária do serviço em União da Vitória não obteve explicações satisfatórias e fez uma denúncia no Ministério Público, que prometeu apurar os fatos junto à empresa permissionária do serviço.

Enquanto esperam que o Poder Público pressione a empresa para a contratação de mais monitoras e pelo uso do bom senso em pequenos conflitos no estacionamento, os usuários vão tendo a vida cada vez mais complicada com um serviço que era para simplificar o ato de estacionar em via pública no anel central de União da Vitória.

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