Por Mariana Honesko
A remarcação do tamanho das vagas e a numeração de cada uma delas chamaram a atenção. Em União da Vitória, o processo de ajustes nos espaços incluídos no sistema rotativo de estacionamento vem mudando há algumas semanas. As cheias do Iguaçu, contudo, atrasaram as alterações. Agora, conforme a secretaria da Administração da prefeitura, elas seguem e em ritmo mais acelerado.
O ajuste principal muda o sistema de compra de créditos. Hoje, eles são em papel, vendidos em alguns pontos comerciais e também disponível com as monitoras do sistema explorado pela empresa Rodec. O modelo é convencional, depende de preenchimento manual e é justamente por ser assim que acabou se tornando pivô de inúmeras queixas. “Uma das reclamações para o recebimento da multa era justamente por isso. As pessoas reclamam por não encontrar uma agente ou por serem multadas por terem preenchido errado o cartão”, diz o secretário da Administração, Eraldo Castro.
A colocação da compra de créditos de maneira “virtual” prevê menos erros e redução de reclamações. “É um aperfeiçoamento. O sistema de bilhetagem será eletrônico”, explica Castro. “Como você compra créditos para celular, você vai comprar crédito do estacionamento sem a necessidade de comprar o cartão de papel”, completa.
Aos poucos, portanto, o cartão em papel será extinguido. Conforme a prefeitura, os créditos estarão disponíveis em pontos comerciais. Será preciso apenas adquirir a quantidade que se deseja, cadastrar a placa – ou as placas – do carro e usar o recurso. “A cada estacionada, a agente do trânsito vai imprimir um comprovante com o número da placa”, observa o secretário. A consulta do saldo de créditos só será possível nos estabelecimentos conveniados e pela internet. As monitoras continuam na supervisão mas, agora, focadas no controle do acionamento correto das vagas.
O novo modelo ainda não está em aplicação. Conforme Castro, faltam ainda a discussão com a comunidade e aprovação do projeto para sua real transformação. O modelo terá prazo para implantação bem como de divulgação entre os motoristas. “Sem o estacionamento regulamentado não dá para ficar. É um mal necessário”, pontua.
Não mudam
Regras de uso comum do estacionamento não devem sofrer alteração. É o caso, por exemplo, dos valores das notificações, do tempo mínimo e máximo de permanência na vaga – 30 minutos e duas horas – e tolerância nos horários, 11h45 e 17h45, isentos de cobrança.