
Quem passa de carro pela ponte Machado da Costa sente um solavanco em um determinado ponto da via de rolamento. Um desnível no piso preocupou usuários do elo entre o centro e o Distrito de São Cristóvão. Na manhã desta terça-feira, 07, o Secretário de Planejamento de União da Vitória, Clodoaldo Goetz, foi até o local acompanhado pelo engenheiro e Diretor de planejamento, Mateus Leme, para conferir se havia dano estrutural na ponte.
Depois de um levantamento, Leme disse que o dano não apresenta risco imediato à estrutura da via de rolamento. “Na verdade, não chega a ser um problema, é uma situação corriqueira no suporte de uma das placas de concreto da ponte, que se movimentou”, explicou. O engenheiro disse ainda que a ponte terá de ser interditada para que a Secretaria de Obras faça o reparo necessário. “A placa terá de ser macaqueada para o conserto, por isso a necessidade de desviar o trânsito do local”, disse.
A movimentação da placa foi registrada em fotos. Segundo Clodoaldo Goetz, a ajuda dos usuários é necessária. “É preciso que os condutores andem em velocidade mais baixa, quanto mais alta a velocidade, mais o dano tende a aumentar”, disse. Goetz contou que vai sugerir ao prefeito um Raio X da ponte para averiguar sua atual situação. “Vamos fazer uma varredura, escanear mesmo. Precisamos ver se ele está aguentando a carga e o volume de tráfego, principalmente de caminhões e ônibus que passam pelo local”. O mesmo trabalho já foi feito anteriormente na Ponte dos Arcos
Ponte maltratada
Um dos cartões postais de União da Vitória, a Ponte Machado da Costa, ou Ponte de Ferro, está maltratada. Fora os problemas nas placas do piso para veículos, a ferragem da ponte está suja e necessitando de avaliação técnica. Outro problema é a ausência de parte da malha de proteção das passarelas. Ciclistas e pedestres correm o risco de cair no rio, caso sofram uma queda em no trajeto.
A Ponte por onde já entrou e saiu o progresso, pelos vagões dos trens, vive do passado, sonhando, depois da anunciada quarta ponte ser construída, ser restaurada, com a volta dos trilhos para turismo e contemplação. Enquanto isso sofre com a alta velocidade, irresponsável pelos condutores que saem do centro, com a carga dos caminhões e peso dos ônibus, além da falta de segurança nas passarelas.



