Estudantes caminham para não esquecer cavalaria de Álvaro Dias

Movimento levou jovens às ruas para lembrar o dia em que professores foram impedidos de realizar manifestação no Paraná

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Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

Ainda de manhã, os manifestantes percorreram algumas ruas do centro e, na Getúlio Vargas, sentaram no asfalto, trancando parcialmente a passagem dos veículos.
Ainda de manhã, os manifestantes percorreram algumas ruas do centro e, na Getúlio Vargas, sentaram no asfalto, trancando parcialmente a passagem dos veículos.

A ação começou tímida, mas até a metade da manhã de ontem reuniu um número expressivo de estudantes das instituições de União da Vitória e Porto União. O movimento reuniu alunos de vários estabelecimentos de ensino que, na Praça Alvir Riesemberg, revelaram os motivos da ação.

Conforme a Polícia Militar, e confirmado por alguns cartazes de protesto, os jovens pediam a legalização da maconha e mais espaço para atividades recreativas. Destaque, de novo, para a construção de pistas de skate. Contudo o motivo principal da caminhada, segundo Nelson Pedroso, coordenador da passeata, foi lembrar o dia 30 de agosto de 1989, quando professores da Rede Estadual de Ensino do Estado do Paraná foram impedidos de realizar uma manifestação no centro de Curitiba. Na época o governador do Estado, Álvaro Dias, autorizou que a cavalaria da Polícia Militar interrompesse o ato dos professores. A data também é lembrada pelos professores, que em sua maioria não trabalham neste em dia em sinal de luto à educação.

Ao meio-dia, a mobilização já estava encerrada.

Acompanhe Nelson Pedroso sobre a manifestação: 

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