Estudo busca a redução do custo logístico da Região Sul

Necessidade de investimentos em logística supera os R$ 70 bilhões

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Atualizado há 14 anos

*Por Camila Latrova*

Os gargalos logísticos e de transporte são os principais empecilhos para a competitividade no Brasil.

A frase repetida muitas vezes por industriais, políticos e autoridades no assunto foi o mote da apresentação do “Projeto Sul Competitivo”, um estudo inédito, com mais de mil páginas, apontando quais são os investimentos prioritários para a região Sul na área logística até 2020.

O objetivo é reduzir o chamado “Custo Brasil” e ampliar as condições de competitividade dos três estados da região – Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

O evento foi realizado nesta terça-feira, 28, em Brasília, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e reuniu a Ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, o governador Raimundo Colombo, os presidentes das federações das Indústrias dos três estados (Fiesc, FIEP e Fiergs), o presidente da própria CNI, Robson Braga de Andrade, e o presidente da recém-criada Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo. “O grande desafio não é apenas eliminar gargalos. É desenvolver para que os gargalos não sejam criados”, afirmou Figueiredo.

Durante o discurso de apresentação, o presidente da CNI afirmou que a precariedade da logística tem impedido o Brasil de crescer. “O atual quadro de deterioração posterga decisões de investimento e posterga a competitividade. E isso é agravado com a crise externa”, disse.

Solução
Para integrar logisticamente os estados do Sul com o resto do Brasil e com países vizinhos, como Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile, a empresa paulista Macrologística, responsável pelo estudo, indicou que 51 dos 177 projetos de infraestrutura devem ser priorizados.

De acordo com a pesquisa, os investimentos pedem cerca de R$ 70 bilhões. No entanto, as obras prioritárias são da ordem de R$ 15,2 bilhões, melhorando oito eixos logísticos e evitando gastos anuais de quase R$ 4 bilhões devido à falta de infraestrutura da região. O estudo avaliou rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos e dutos e os efeitos desse conjunto sobre a produção industrial e agropecuária da região.

A empresa também identificou as 19 principais cadeias produtivas dos três estados, a partir dos eixos de transportes que ligam a produção até o cliente final, tanto no Brasil quanto no exterior.

São cerca de 70 produtos diferentes, da origem até o destino.
Para tirar o “Sul Competitivo” do papel devem ser contempladas obras que já estão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), obras previstas nos orçamentos dos estados, além da participação do setor privado.

Segundo o presidente da Macrologística, Olivier Roger Sylvain Girard, o projeto promove a integração física e econômica entre os estados. “Agora, o próximo passo é criar uma força-tarefa para garantir a execução do projeto”, anunciou.

Camila Latrova trabalha para ADI-SC/Central de Diários/CNR-SC

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