Felca expõe luta contra fobia social e revela isolamento de cinco meses

Influenciador relata como o medo de interações sociais afetou sua rotina e reacende o debate sobre os efeitos do bullying na saúde mental

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Atualizado há 3 horas

Acostumado a falar para milhões de pessoas na internet, o influenciador Felca revelou que enfrenta uma dificuldade que contrasta com sua popularidade: o medo intenso de conviver e interagir socialmente.

(Foto: Reprodução/YouTube).

O criador de conteúdo, cujo nome é Felipe Bressanim Pereira, compartilhou detalhes sobre sua saúde mental em um vídeo publicado nesta terça-feira (20). No depoimento, contou que sofre de transtorno de ansiedade social, condição que o levou a passar cinco meses praticamente isolado dentro de casa.

A revelação sobre a fobia social de Felca chamou a atenção para uma realidade que atinge pessoas de diferentes idades e que muitas vezes é confundida com timidez.

Traumas da adolescência e dificuldades na vida adulta

Durante o relato, Felca relembrou episódios de bullying sofridos na escola, em Londrina, no Paraná. Segundo ele, as agressões e humilhações se repetiram durante aproximadamente oito anos.

As experiências deixaram marcas que, conforme o influenciador, permaneceram mesmo depois de conquistar reconhecimento profissional.

Apesar de produzir vídeos para uma audiência numerosa, Felca explicou que situações aparentemente comuns, como participar de encontros, conversar com desconhecidos ou comparecer a eventos, podem provocar grande sofrimento.

Ele também revelou que passou a recorrer ao álcool como uma forma de conseguir enfrentar compromissos sociais e profissionais. O hábito acabou se tornando um problema de dependência.

Quando o medo de socializar se torna um transtorno

A fobia social não se resume ao desconforto de falar em público ou à preferência por ambientes tranquilos. Trata-se de um transtorno marcado pela ansiedade intensa diante da possibilidade de avaliação ou julgamento por outras pessoas.

Quem enfrenta a condição pode apresentar sintomas físicos, como aceleração dos batimentos cardíacos, suor excessivo, tremores e falta de ar. O receio de constrangimento também pode levar ao afastamento de amigos, familiares e atividades profissionais.

Em muitos casos, a pessoa reconhece que seu medo é desproporcional, mas encontra dificuldades para controlar as reações.

O tratamento pode envolver psicoterapia e, conforme avaliação médica, medicamentos. A identificação precoce dos sintomas contribui para evitar que o isolamento comprometa ainda mais a qualidade de vida.

Novo desafio busca romper o isolamento

Ao tornar pública sua experiência, Felca também anunciou uma iniciativa pessoal para enfrentar situações que costuma evitar.

Batizado de #SimFel, o desafio prevê que, durante três meses, ele procure aceitar convites e vivenciar novas experiências sociais.

A proposta representa uma tentativa de retomar atividades que se tornaram difíceis ao longo dos anos. Entretanto, especialistas destacam que a exposição gradual às situações temidas deve respeitar os limites de cada pessoa, preferencialmente com orientação profissional.

Mais do que revelar um aspecto desconhecido da própria vida, o depoimento sobre a fobia social de Felca contribui para ampliar a discussão sobre os efeitos prolongados do bullying e a importância do cuidado com a saúde mental.

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