FENÔMENO PARAPSÍQUICO: “Eu me vi fora do corpo”, afirma morador de Porto União

Júlio Edilson Echterhoff teve a primeira experiência paranormal aos 14 anos de idade. Amedrontado, buscou na ciência uma resposta para o ocorrido. Hoje ele é voluntário do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia

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Atualizado há 10 anos

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Foi então que fechei os olhos, apertando bem a pálpebras. Quando percebi eu havia retornado ao meu corpo”, relata Júlio Edilson Echterhoff, morador de Porto União. (Foto: Wannessa Stenzel)

“Está é uma longa história. O contato com a paranormalidade ocorreu na adolescência. Eu tinha 14 anos de idade. Eu não tinha ideia do que ocorria com o meu corpo, porém sabia que eram eventos que me causavam um certo pânico. Foi então que certa noite, enquanto eu dormia, eu me vi fora do corpo. Foi incrível. Eu observava meu corpo ainda na cama e eu quase grudado no forro do quarto. Enquanto adolescente senti muito medo, por não ter informação do que estava acontecendo. Decidi respirar fundo. A técnica não deu certo, pois quando o corpo está projetado – como eu estava, a respiração não acontece. Aí eu tive uma segunda ideia que foi a de gritar e pedir socorro para a minha mãe. Isso também não funcionou. A minha voz não saia. Depois comecei a me debater. Quanto mais força eu fazia pior eu ficava. Quando percebi que nada funcionava decidi encarar o que eu estava vivenciando. Reparei que o que eu estava sentindo era algo agradável, apensar do medo, uma sensação de leveza profunda, uma calmaria. Meu quarto trazia um ambiente de paz. Foi então que fechei os olhos, apertando bem a pálpebras. Quando percebi eu havia retornado ao meu corpo”, relata Júlio Edilson Echterhoff, morador de Porto União.

Júlio em recente depoimento, contou que após sentir este fenômeno pela primeira vez, correu para o quarto da mãe querendo respostas. A mãe e os parentes afirmavam que tudo não passava de um sonho. Tempo depois, Júlio necessitava entender o que estava acontecendo. Foi então que um amigo de infância, o encontrou no Colégio Cid Gonzaga, em Porto União, e ouviu atentamente os anseios de Júlio. O amigo sugeriu que Júlio procurasse a mãe dele que também estudava paranormalidade e ordem mística.

Foi assim que as respostas foram surgindo e Júlio se dedicou a estudar, já em 2012, a Projeciologia e Conscienciologia. “Neste ano participei de uma palestra em Blumenau (SC) que tratava do assunto. Eu levei todos os meus questionamentos. Me recordo muito bem que a palestrante disse que eu não deveria acreditar em tudo o que me falavam, mas sim ter as minhas próprias experiências. Baseado nisso e no que eu já tinha experimentado realizei diversos cursos”, comenta.

Júlio passou a integrar voluntariamente o Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC), que visa o desenvolvimento e a evolução da consciência, que vivencia e comprova, por si mesma, a existência de outras dimensões.

O morador de Porto União explica que, de acordo com a Projeciologia, todas as pessoas podem vir a desenvolver capacidades parapsíquicas. Esse desenvolvimento depende da vontade, determinação, intenção e superação de traços pessoais. O importante é desenvolver a capacidade de maneira sadia, com objetivos éticos e assistenciais, em prol da evolução da consciência.

Já a ciência Conscienciologia, que pesquisa a consciência (ego, self, alma, eu) é uma abordagem mais ampla, traz a proposta de empregar os fenômenos parapsíquicos ou paranormais como ferramenta de pesquisa no entendimento de si mesmo e dos outros. Esta abordagem inovadora, pressupõe que o pesquisador esteja aberto a experimentar realmente aquilo que está pesquisando, ou seja, que produza por si mesmo os fenômenos parapsíquicos a partir de técnicas que empregam a vontade e tire suas conclusões.

Júlio inclusive já ministrou palestras aqui no Vale do Iguaçu explorando o tema. Sua intenção é contribuir para crianças, jovens e adultos que tenham passado ou que venham a vivenciar situações paranormais em alguma fase da vida e que entendam o processo. “O ideal é não sentir medo. Ter conhecimento sobre o assunto é o segredo da relação com a paranormalidade”, diz.

O IIPC estuda os fenômenos desde 1981, com livros que contam, inclusive 60 experiências de saídas do corpo, segundo Júlio, sem misticismo algum, mas sim experiência que resultaram de estudos baseados na experiência do próximo.

 

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