Fraudadores da Copel chegam a 53 em União da Vitória

Relatório é preliminar e o número ainda pode aumentar segundo o delegado de polícia da 4ª SDP

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Atualizado há 13 anos

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Copel e Polícia continuam investigando os fraudadores. A estimativa é que o número passe de 300 (Bruna Kobus/Jornal O Comércio)

O número de consumidores residenciais e comerciais que fraudaram a Copel com o Golpe da bobina subiu para 53, segundo o delegado responsável pelas investigações, Dr. André Vilela. De acordo com as informações, o Escritório Regional da Copel em Ponta Grossa elaborou um dossiê, onde constam em primeira avaliação, 53 consumidores que estão supostamente roubando energia elétrica por meio da fraude conhecida por “golpe da bobina queimada”. Segundo Vilela, os 53 consumidores suspeitos de fraudar os medidores de energia estão estabelecidos no centro da cidade. “Não só residências, mas casas comerciais como padarias, comércio de material de construção, lojas e comércio de produtos de natureza variada e consumidores comuns”, informa o delegado.

Como funciona a fraude

Na prática da bobina queimada, o consumidor propositadamente danifica a unidade medidora de tensão, que passa a produzir números que não correspondem a realidade. No procedimento utilizado na fraude, uma das bobinas do medidor de energia é queimada. Se a equipe de fiscalização não tiver um equipamento especial para fazer a aferição do medidor, vai verificar que o medidor está intacto, porque não há violação do lacre. A Copel alerta que em caso de flagrante, deve proceder a suspensão do fornecimento de energia elétrica e processar civil e criminalmente o consumidor.

Delação premiada

O delegado André Vilela disse que já se tem a identificação de suspeitos de vender o esquema para empresários, comerciantes e consumidores comuns. “O importante é dizer que os suspeitos que colaborarem com a polícia no sentido de identificar todos os participantes da quadrilha que vendeu a tecnologia, estarão automaticamente beneficiados numa espécie de delação premiada”, disse Vilela. Para o policial, é mais importante é chegar no cabeça da operação. A suspeita é de que essas pessoas já agiram em outras regiões do Paraná. Municípios da região sul também registraram casos da bobina queimada. O número na região da Amsulpar já passa de 300 suspeitos de roubo de energia elétrica.

Os nomes dos suspeitos serão confrontados com os que constam em arquivos e investigações em todo o Paraná. Uma vez desmantelada a quadrilha, a Copel vai deixar de sofrer prejuízos milionários, já que as fraude começaram a três ou quatro anos no Paraná.

Perfil dos suspeitos

A polícia investiga que o mentor ou mentores do golpe sejam profissionais da área: técnico em eletricidade, instaladores de energia em prédios, condomínios, empresas e residências. “É preciso um certo conhecimento para descobrir como queimar uma bobina e deixar outra funcionando normalmente. Só quem entende de consumo de energia elétrica sabe dessas coisas”, sentencia Vilela. Quanto aos consumidores suspeitos, o delegado aguarda a apresentação espontânea, a fim de colaborar com a justiça, mas quem não aparecer será intimado e considerado fraudador e ladrão de energia elétrica da Copel.

Em nota a assessoria da Copel disse que a Companhia está trabalhando ativamente na fiscalização dos fraudadores no município, além de garantir que a concessionária de energia continue a oferecer ao consumidor um serviço de qualidade, de modo justo e adequado. “É papel da Copel fiscalizar e coibir as fraudes e garantir que os consumidores regulares, que pagam pela energia que consomem, não sejam prejudicados por aqueles que utilizam de meios ilícitos.”

A população também pode ajudar a combater este tipo de procedimento, ligando para o telefone 0800 51 00 116 e fazendo a denúncia em caso de suspeita de irregularidade.

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