
Já diz o velho ditado: cada um precisa fazer sua parte para um mundo melhor. Pensando nisso o empresário Waldir Zanetti adotou, há vários anos, a destinação correta do lixo reciclável. Além da separação, o empresário fornece o material somente para coletores que não utilizam a tração animal para a coleta.
O intuito, segundo ele, é desestimular o uso de carroças com tração animal em União da Vitória. “Quando a pessoa está trabalhando e cansa, ela para, descansa e bebe água. Já os cavalos trabalham o dia todo e muitas vezes com um peso bem maior do que deveriam suportar”, comenta Zanetti.
Todos os funcionários também já estão avisados, que o material destinado à reciclagem só deve ser entregue aos coletores sem carroça. E a ideia já está tendo resultados. Outros comerciantes também já estão adotando o mesmo método. Deixam o lixo guardado é só entregam para quem não está utilizando animais para recolhê-los. “Não precisa brigar nem discutir. Os próprios catadores já vão saber que a entrega só será feita para quem não estiver de carroça.”
Código de Trânsito Brasileiro
Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), um carroceiro conduzindo uma carroça (transporte de cargas) ou charrete (pessoas) deve obedecer às mesmas regras dos motoristas de veículos automotores, como sentido de circulação, sinalização, entre outros.
No caso de colisão e outros crimes eventualmente cometidos na condução, às infrações serão as mesmas aplicáveis a qualquer condutor de veículo automotor.
Novo Código Penal
Em maio do ano passado, foi aprovado o anteprojeto do novo Código Penal. Aumentando a pena para abuso ou maus-tratos a animais domésticos ou silvestres, nativos ou exóticos. Pela proposta aprovada pelo Senado, a pena máxima passa para quatro anos. Inicialmente ela era de três meses a um ano de detenção. Além disso, a pena poderá ser aumentada caso resulte em lesão grave ou permanente nos animais. Agora, o projeto aguarda sanção da Presidência da Republica.
ARCREVI
Criada em 1999, a Associação dos Recicladores e Coletores de Recicláveis do Vale do Iguaçu (ARCREVI), desenvolve ações voltadas as 50 famílias devidamente cadastradas na Associação no que diz respeito à coleta dos materiais recicláveis.
Segundo o presidente da entidade, Anderson Moleri, no ano passado, através de uma parceria com a Eletrosul Centrais Elétricas, a Associação emprestou oito carrinhos devidamente prontos para a coleta destes materiais. Os carrinhos foram desenvolvidos para auxiliar no trabalho dos coletores. “Nós também se preocupamos com os carroceiros, um dos objetivos dos carrinhos é evitar a tração animal” comenta Moleri.
União da Vitória
A Câmara de Vereadores de União da Vitória tentou aprovar uma Lei para regulamentar os veículos de tração animal (carroças). O Projeto de Lei Ordinária (PLO) nº 07/2011, de autoria do Vereador Ziliotto Daldin, visava disciplinar o trânsito de carroças.
A Comissão de Finanças, Orçamento e Patrimônio da Câmara de Vereadores de União da Vitória da época (maio de 2012) deu parecer contrário ao Projeto que foi arquivado pela mesa diretora.

Silmara
Silmara é coletora de material reciclável há um ano. Ela e o marido sustentam a casa onde moram seis pessoas com o dinheiro arrecado depois da venda do material reciclável. Ela destaca que a rota de recolhimento do material é a mesma todos os dias. “Já temos as casas certas onde passar, eles já guardam o material para nós”, comenta Silmara.
Para o trabalho, Silmara tem dois cavalos. O que eles chamam carinhosamente de “Califa”, que segundo ela está com oito anos, e o outro, que está bastante debilitado. “Esse está doente, está tomando remédio, compramos faz dois meses”. Ela afirmou que o animal não está trabalhando até se recuperar por completo.
A renda mensal da família gira em torno de R$ 800.