
Já está na terceira etapa a obra de reestruturação de partes da igreja Nossa Senhora das Vitórias, a Matriz de Porto União. Conforme publicação na rede social do pároco, padre Ederson, neste momento, a colocação do piso e dos ladrilhos hidráulicos, além do forro em gesso, acontecem. A reforma, que começou na segunda quinzena de abril, deve ser concluída no dia 9 de junho.
Durante a execução das obras, a igreja ficará um mês e meio fechada (embora a comunidade possa acompanhar as obras) e reabre junto com a chegada da edição da Festa das Comunidades 2018. Durante o período das obras, as missas acontecem normalmente, mas no Salão Paroquial, que fica ao lado da igreja.
A Matriz de Porto União é um dos cartões-postais da cidade. Embora já tenha pertencido à diocese de Palmas (PR), em 1887, faz parte das paroquias de Caçador (SC), desde 1917. A atual igreja, que vai passar pela intervenção, foi construída em 1931 e ampliada entre 1957 e 1968. É uma das primeiras igrejas construídas de acordo com as normas do Concílio Vaticano II.
As obras
A previsão é que as obras durem pouco mais de 60 dias, no total. Conforme o pároco, as intervenções acontecem no forro da nave central, na substituição do carpete que cobre o presbitério e no sistema elétrico de toda a igreja. A decisão pelas mudanças é da Comissão Pastoral da Comunidade, um grupo de pessoas que estão à frente de todas as atividades da comunidade, pastorais e econômicas.
No caso do forro, não serão alterados a altura, o modelo e a estrutura. O que muda, é o material do que ele é feito. No presbitério, onde fica o altar, o carpete será removido. No lugar dele, entra o ladrilho hidráulico, piso igual ao que compõe todo o chão da nave. “O ladrilho é o que a gente já tem na igreja. É um piso do século 19. Encontramos em São Paulo uma fábrica que produz o piso. Por isso não é apenas uma reforma, queremos continuar com a parte de arte da igreja”, contou o religioso. O piso será do mesmo material e terá as mesmas cores, porém, não o mesmo desenho. A ideia é dar suavidade e evitar a poluição visual das tramas.
Embora a equipe da igreja já esteja se programando há cerca de um ano e meio para o início da obra, outras despesas deverão contar com a participação popular para serem pagas. De acordo com o padre Ederson, ainda em 2017, este caixa ajudou no pagamento dos 1.500 metros de asfalto no entorno da igreja. A já tradicional Feira da Cuca (veja quadro) será um dos eventos voltados para o custeio das obras. Outra ação, será o ‘metro quadrado da obra’. “Com isso, a comunidade pode ajudar. É igual compra de casa. A pessoa não tem todo o dinheiro na hora, ela compra e vai quitando os valores, com prestações. Aqui será igual”, exemplifica.