
As calçadas da Avenida Manoel Ribas, desde outubro do ano passado vêm sendo padronizadas. A obra já está 83% concluída e prevê a modernização de 10.674,13m² de passeios. O projeto é ambicioso e está custando para os cofres públicos um pouco mais que R$ 648 mil. A maior parte dessa verba vem da esfera federal, que já arca com R$ 493 mil e, também, a contrapartida da prefeitura, com cerca de R$ 155 mil.
A revitalização da Manoel Ribas faz parte, segundo a Administração, do maior programa de mobilidade urbana e acessibilidade já visto no município. No entanto, ainda há muito para chegar à mobilidade 100%.
É frequente o registro de má conservação de calçadas, além das rampas de acesso aos passeios que são bloqueados ou não tem a mínima condição do que justamente oferece, acesso.
Na Manoel Ribas o projeto segue normas da ABNT mas foi encabeçado pela Administração Municipal. Já as intervenções que estão sendo feitas em outros pontos da cidade são de iniciativa pública, mas, também privada. Nessa fica a cargo de proprietários de casas e lojas que devem, por lei, manter os passeios.
Prioridade na Câmara
No início da semana a Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei (PL8331/15) do Senado que padroniza as calçadas de forma a melhorar a circulação em espaços públicos de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O projeto modifica a Lei da Acessibilidade (Lei 10.098/00) e estabelece que as calçadas devem ser divididas em duas faixas. Destinada exclusivamente ao trânsito de pedestres, a faixa livre deve ter largura mínima de 1,20 metros, superfície antiderrapante e ser livre de obstáculos permanentes ou temporários. Já a faixa de serviço, que dará lugar a canteiros de flores, lixeiras e pontos de ônibus, deve medir no mínimo 70 centímetros.
Conforme o texto, as calçadas devem ser revestidas de faixas de piso tátil, com cores e texturas realçadas, para orientar pessoas com deficiência visual. O que já está sendo feito em União da Vitória.
Acessibilidade no transporte público
No mês passado a Unidade Móvel da Rádio União recebeu a denúncia de um cadeirante que utiliza o transporte coletivo de União da Vitória todos os dias para ir ao trabalho. Os ônibus, que são de responsabilidade da empresa Piedade, possuem uma rampa eletrônica que pode ser acionada para cadeirantes ou pessoas com algum tipo de dificuldade de locomoção. No entanto, conforme o denunciante, a linha do Distrito de São Cristóvão, naquele dia, não dispunha de tal tecnologia e ele teve de esperar até que o quarto carro pudesse pegá-lo. Conforme a empresa o caso foi isolado e que a espera demorou 15 minutos, tempo suficiente para que uma das rampas fosse consertada.