INTERDITADO: Reabertura do cemitério do Limeira exige maior tempo

Prazo dado pelo MP é ultrapassado, mas administração do espaço garante que organização das licenças ambientais está na reta final

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Atualizado há 7 anos

Espaço segue fechado: para visitar o cemitério, é preciso agendar (Foto: Mariana Honesko).
Espaço segue fechado: para visitar o cemitério, é preciso agendar (Foto: Mariana Honesko).

Terminou em julho o prazo dado pelo Ministério Público (MP) para a conclusão da regularização ambiental do cemitério que fica no bairro Limeira, em União da Vitória. Na semana passada, a reportagem voltou até lá para acompanhar a dinâmica do funcionamento do espaço, bem como conversou com a equipe da igreja São Basílio Magno, que vem administrando o local. Por enquanto, o cemitério segue como antes: interditado.

O padre Josafá Firmann, por telefone, explicou que a regularização está sendo feita em parceria com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e deve ser encerrada nos próximos dois ou três meses. Por isso, as visitas aos túmulos até acontecem, mas, dependem de um agendamento prévio, feito na secretaria paroquial. Para isso, basta ligar e reservar a data no calendário.

A interdição

Ela aconteceu em dezembro de 2018, em uma iniciativa do MP local. Não acontecem por lá, nem visitas, nem sepultamentos, exumações e melhorias nas lápides. A medida, que vem causando um certo incomodo na comunidade que tem seus familiares enterrados no endereço, é uma decisão pensada na reestruturação do cemitério.

A decisão, firmada através de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), é de autoria da promotora Juliana Botomé. Conforme a redação, a medida é para que a igreja promova a regularização ambiental do espaço.

A interdição acaba levantando outros problemas dos direitos do espaço. Como já mostrou O Comércio em 2015, o terreno onde está o cemitério, pertence à comunidade ucraniana. Originalmente, o cemitério deveria ser usado apenas por ucranianos e seus descendentes. Mas, há vários anos, isso não acontece e o espaço se tornou de todos – e de ninguém ao mesmo tempo. “Encontramos ali sepultamento de 1908 e inicialmente, era para descendentes ucranianos mas há cerca de uns 30 anos, isso não acontece mais. Tem muitas famílias que já fizeram até a exumação dos corpos e levaram os ossos para lá”, contou o padre Josafá.

A igreja teria até a metade de julho para cumprir o primeiro acordo do TAC do MP, que foi feito no dia 14 de dezembro

Há muito tempo, prefeitura e igreja discutem a propriedade do cemitério. Segundo o pároco, o ideal seria que o município assumisse o espaço. A assessoria de imprensa da prefeitura de União da Vitória, explica que toda a estrutura está disposta a ajudar no trabalho da readequação, caso seja procurara para isso.

Sobre essa adequação ambiental, a assessoria de imprensa do IAP se manifestou por nota nas primeiras matérias sobre o tema, feitas pelo jornal O Comércio. No texto enviado à reportagem, “segundo os técnicos, o gestor do cemitério deve entrar com pedido de Licença de Operação de Regularização (LOR) junto à regional do IAP de União da Vitória, por se tratar de um cemitério muito antigo. O processo será analisado para ver a possibilidade de reabertura e readequações”.

O cemitério do bairro Limeira tem aproximadamente 500 sepulturas. Por conta da falta de uma estrutura, os enterros vinham acontecendo de maneira informal – o que dificulta ainda mais o trabalho de organização ambiental. A equipe da igreja afirma que vai buscar as licenças ambientais, mas não descarta a possibilidade de transformar o cemitério em um local apenas de contemplação. O cunho histórico e cultural, dá base para isso.

SERVIÇO

Para saber outras informações sobre o processo da interdição bem como para agendar uma visita, é preciso ligar na secretaria da igreja. O telefone de lá é o 3522 3937.

 

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