Irmãos esperam justiça pela morte de Nildo Alves da Silva

Segundo os irmãos o vigilante não tinha inimigos e não gostava de brigas

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Atualizado há 13 anos

nildo14 horas de sexta-feira, 17. Um sobrinho de Nildo Alves da Silva passou em frente ao bar do Tiaska, próximo ao Colégio Astolfo em União da Vitória e avistou seu tio, sentado sozinho em uma mesa, apenas na companhia de uma garrafa de cerveja.

Algumas horas depois, voltando do supermercado uma cunhada também viu Nildo sentado no mesmo bar, sozinho.

Familiares nem imaginavam que esta seria a última vez que viriam Nildo e que na tarde de sábado, 18, receberiam a notícia de sua morte.

Outras informações também relatam que Nildo passou por vários bares durante a tarde e noite de sexta-feira. No último bar, perto do Bairro Rio D’Areia ele estava acompanhado de duas mulheres, que segundo testemunhas ele teria buscado em um bairro do Distrito de São Cristóvão.

Nildo era o irmão do “meio”, como relatou Aloir, um dos cinco irmãos que restaram na família.

“Ele não tinha problema com ninguém, era calmo, quando escutava algo que não gostava ele saia do lugar. Não gostava de brigas, não entendemos o porquê que aconteceu isso”, disse um dos irmãos de Nildo.

Nildo foi encontrado carbonizado no porta malas de seu carro Fiesta na manhã de sábado, 18, no Bairro São Gabriel. Em volta da cena do crime há casas, mas ninguém quis falar sobre o assunto, pois ainda estão assustados com o que aconteceu.

A vítima de 44 anos gostava de beber, admite o irmão, mas não era agressivo ou alcoólatra. “Ele bebia e ficava feliz, não arranjava encrenca e freqüentava alguns bares do bairro – Jardim Novo Mundo, só para se divertir.” Aloir mora nos fundos da casa do irmão falecido.

Nildo Alves da Silva deixou uma filha de 7 anos e um filho recém-nascido de outra mulher. Ele trabalhava como vigilante há dois anos em um prédio residencial de União da Vitória. E em alguns meses ele iria tirar suas férias atrasadas.

IML e investigações

carro quimadoA vítima já estava morta na hora que o carro começou a pegar fogo. De acordo com exames do Instituto Médico Legal (IML) do município, Nildo tinha nove facadas, duas no coração e o restante na região torácica.

A Polícia Civil tomou a frente das investigações. O Delegado Chefe da 4ª SDP, André Vilela disse que o objetivo agora é reconstituir o último dia de vida da vítima, para que as investigações avancem.

Duas frentes de investigação foram abertas: crime passional, ou homicídio motivado por vingança. “Por isso a reconstrução dos últimos passos da vítima na sexta-feira, 17, é tão importante para a polícia”, justificou Vilela. Outras hipóteses serão investigadas.

A forma com que Nildo morreu chocou a população das Cidades Gêmeas que assim como os irmãos espera por respostas.

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