Por Mariana Honesko

Agora ele é São José de Anchieta. Esta semana o Papa Francisco assinou o decreto que canonizou o padre. Anchieta é o primeiro santo – e o segundo jesuíta – “empossado” neste ano pelo pontífice. Para os católicos, a notícia é bem-vinda. “Ele lutou, batalhou, ele foi proclamado santo por causa de sua busca por Jesus, de levar o nome dele ao coração das pessoas, especialmente naquela época em que ele viveu, levando uma mensagem”, avalia o pároco da igreja Sagrado Coração de Jesus, Ivo Jablonski.
José de Anchieta, cofundador da cidade de São Paulo, recebeu o título sem os dois milagres geralmente necessários: um para beatificação e outro para canonização. Os canonistas chamam o procedimento de “canonização equipolente”, ou equivalente, pois se assemelha ao processo normal. Na cerimônia, no Vaticano, o novo santo foi lembrado como evangelizador dos índios e como professor do primeiro colégio, fundado pela Companhia de Jesus na América. Nas Cidades Irmãs, a história do santo também foi lembrada nas cerimônias religiosas, bem como no jornal Estrela Matutina, boletim da diocese de União da Vitória. “Ainda ontem (quarta-feira) eu rezava a missa e lembrava São José de Anchieta. Nesta semana, daqui para frente, a Igreja em todo o Brasil vai lembrar deste santo, em todas as missas”, sorri padre Ivo.
Ainda neste mês, outros dois santos devem ser canonizados: João 23 e João Paulo II.
Quem foi José de Anchieta
Ele nasceu nas Canárias e teria deixado o arquipélago para fugir da Inquisição. Entrou para a Companhia de Jesus em 1551 e dois anos depois, desembarcou na Bahia. Ainda não padre, participou da fundação do Colégio de São Paulo. Morreu em 1597, no Espírito Santo, onde seu corpo está sepultado. Logo após sua morte, a notícia de suas ações chegou à Roma e em 1624, o Papa Inocêncio X autorizou a abertura do processo para sua beatificação. Isso aconteceu em 1980 durante o papado de João Paulo II.

José de Anchieta, pelo histórico ligado à educação, “batiza” estabelecimentos de ensino. União da Vitória também tem uma escola cujo patrono é o santo. Curiosamente, a instituição que nasceu em 1948 e hoje tem mais de 800 alunos, fica em frente à catedral, na Praça Coronel Amazonas, no centro. “A escola tem a graça de saber que o patrono é agora santo. É uma grande alegria para nossa comunidade também. É nossa escola, nossos vizinhos e agora temos mais um santo que intercede por nós”, sorri o pároco da catedral.