
Um Oficial de Justiça, acompanhado das polícias Civil e Militar, interditou a sede da Organização Não Governamental (ONG), Koala Proteção Animal na tarde desta segunda-feira, 11. De acordo com o delegado chefe da 4ª SDP, André Vilela, a interdição foi o resultado de uma Ação Civil Pública, proposta pelo Ministério Público. “A juíza que preside os autos decretou a substituição dos gestores da ONG, sendo a senhora Valquiria Machado e seu irmão. Os animais ficaram sob custódia da Uniguaçu e do Poder Público de União da Vitória”, explicou o delegado
A administração da ONG e manutenção dos animais passa imediatamente para responsabilidade da Uniguaçu, sob a supervisão da coordenadora do setor de Defesa dos Direitos dos Animais da Administração Municipal, Marlene Goulart Jakubiw. Uma força tarefa foi organizada para alimentação dos cães e, a partir desta terça-feira, 12, os cães serão tosados, pesados, tratados e imediatamente colocados para adoção.
De acordo com o curso das investigações do Ministério Público, as principais irregularidades são sanitárias. Um desses problemas é justamente o fato de os cães ficarem em casinhas, presos em correntes, se alimentando no mesmo local onde fazem suas necessidades fisiológicas. Também foi notada a necessidade da construção de “canis” e “gatis”, ambulatório, adequação da canalização das águas pluviais e de esgoto. O número de animais – 200 – foi considerado inadequado, já que a maioria não foi vacinada, muitos estavam magros ou com doenças que não foram tratadas. Para o MP, pelo menos 170 animais precisam ser removidos.
A perícia foi chamada para averiguar indícios de eliminação de animais, encontrados em valas no terreno da ONG. A perícia quer saber se os cães morreram em decorrência de doenças ou foram abatidos.
Ainda nesta semana o Portal Vvale irá publicar mais informações sobre o assunto.
