Má conservação inviabiliza uso das lixeiras

Em União da Vitória, número de unidades é pequeno e as que resistem estão amassadas, sem fundo e sujas

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Atualizado há 13 anos

Por Mariana Honesko

Lixeiras 1Agir de acordo com a cartilha da consciência ambiental não é tão simples. Em União da Vitória, jogar lixo da maneira correta exige paciência. No centro da cidade, o número de lixeiras é pequeno e as que ainda estão em pé, sofrem pelo desgaste do tempo e do vandalismo. Não raro, elas aparecem quebradas, sem fundo, sem saco plástico e muito sujas. A comunidade reclama e pede investimento.

A administração municipal sabe dos danos mas também exige retorno: falta respeito aos bens públicos e o vandalismo aparece como pivô das melhorias. De acordo com a assessoria de imprensa, tão logo as lixeiras são substituídas, são alvos de depredação. Mesmo assim, projetos sugerem investimentos a partir do próximo ano. “Temos projetos e recursos para a troca das lixeiras, mas isso é para o ano que vem”, explica o secretário de Planejamento, Jamar Clivatti. A troca ocorre durante a execução do projeto de padronização dos passeios públicos. A ação tem parceria dos governos Federal e Municipal. Além das calçadas, as praças – e as lixeiras que estão nelas – também serão atendidas.

Lixeiras 3Em Porto União, de acordo com a secretaria de Obras, o vandalismo diminuiu, mas ainda é o maior empecilho para o bom funcionamento das lixeiras. Em cada substituição, novos investimentos. “É um gasto muito grande para a prefeitura”, confirma o diretor de Urbanismo, Dilmar Ernani Wolf, o “Dango”. Ainda assim, a prefeitura já sinalizou a compra de novas 40 lixeiras e a reposição de outras dez. “Custa caro. Em média, cada lixeira nova custa R$ 70 e é daquelas mais simples”, revela Dango. A prefeitura informa ainda que as lixeiras, pelo menos por enquanto, não terão anúncios publicitários. Apenas o brasão da prefeitura será impresso em cada unidade.

No município, mais grave do que as lixeiras é a condição das praças e placas de sinalização. “O vandalismo é maior ainda”, confirma o diretor de Urbanismo. No ranking, aparece o Bairro São Pedro, principal comunidade afetada pelos gestos mais violentos.

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Lixeiras 2Boa parte das lixeiras é rotulada com propaganda e anúncio de estabelecimentos comerciais da cidade. O espaço nas lixeiras é comercializado. Em União da Vitória, o sistema será mantido, mas apenas após a substituição dos modelos danificados.

Calçadas com padrão

De acordo com a secretaria de Planejamento, a padronização das calçadas vai mudar o aspecto visual na Avenida Manoel Ribas. A meta é traçar o mesmo plano até a Rua Matos Costa, já em Porto União. O Governo Federal já liberou o recurso e cerca de R$ 600 mil devem ser aplicados na proposta. A ação da prefeitura deverá servir como modelo. O sistema pode ser replicado nos bairros, especialmente nas novas construções.

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