Mãe e filha se reencontram após 20 anos

Os laços familiares foram reatados ontem. A emoção tomou conta do ambiente no bairro Bom Jesus em União da Vitória

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Atualizado há 14 anos

Nesta quinta-feira, contamos a história de Lindarci dos Santos e Juliana Aires, mãe e filha que ficaram separadas, sem nenhuma notícia por 20 anos. A ótima notícia é que esta história teve ontem um final feliz. Mãe e filha se reencontraram e agora uma sabe o paradeiro da outra. O reencontro foi possível por meio de contatos entre a Associação de Apoio a Dependentes de Drogas de União da Vitória (ADAD) e o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Esteio, município localizado no Rio Grande do Sul.

Separação

Lindarci morava em Esteio quando engravidou de Juliana. Com o nascimento da filha vieram as brigas entre ela e o esposo. Quando a filha completou seus cinco anos, Lindarci foi obrigada a deixar a família, sob ameaças do então esposo. A mãe, hoje com 42 anos, saiu de Esteio e veio morar no bairro Bom Jesus em União da Vitória. Depois da vinda, não obteve mais notícias da família. Juliana esta hoje com 25 anos.

O tempo passou

Os anos se passaram. Lidarci teve outros filhos. Em sua mente e coração a saudade de Juliana permanecia. Tentou contatos. Sem dinheiro não conseguiu voltar para Esteio. Vinte anos depois, surgiram conversas com a equipe da Adad que entraram em contato com a cidade natal de Lidarci. A boa notícia foi a de que Juliana também procurava a sua mãe.

Encontro

O encontro aconteceu na manhã de ontem em frente a Catedral Sagrado Coração de Jesus, situada no coração da cidade de União da Vitória. Juliana embarcou na noite da terça-feira de Esteio para as cidades Irmãs. Ao desembarcar, foi conduzida até o Albergue Onofre Brittes, juntamente de dois, dos seus cinco filhos. Em frente ao local sagrado, mãe e filha reataram os laços familiares. Lindarci conta que a emoção de reencontrar a filha foi imensa. “Ela é linda, como eu imaginava. Não quero ficar sem ela nunca mais”.

Depois do reencontro …

Na parte da tarde, Lindarci preparou um almoço para a família com o intuito de recepcionar a chegada de Juliana. A casa de madeira é simples e miúda. Em torno de seis pessoas, entre avó, tio, sobrinhos e demais familiares conduziram o agito no local. Foi um dia de festa. Juliana estava com sorriso de orelha a orelha por saborear a comida da mãe. “Quando eu a vi fiquei sem palavras. Ela é linda”.

Em frente ao local sagrado, mãe e filha reataram os laços familiares. (FOTO: Wannessa Stenzel)

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