Marinéia Marques é motogirl em União da Vitória e cidades vizinhas. Mais conhecida como Mari, enfrenta o trânsito com humor e muita beleza. Ela se dedica a este ramo há cinco anos com muita altivez. Mari é apenas uma das milhares de profissionais espalhadas pelo Brasil que atuam nesta profissão.
A quantidade de mulheres habilitadas para conduzir motos cresceu 44% em 3 anos. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), 2.534.237 delas possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para motos. Em 2011, este número aumentou para 3.655.428.
Primeira jornaleira
Mari iniciou os seus trabalhos com a instalação de uma empresa de tele entrega em União da Vitória. Algum tempo depois vendeu a empresa. Em seguida veio o convite para integrar a equipe do jornal O Comércio com a entrega de jornais.
Agilidade e presteza foram os principais ingredientes que a conduziram ao posto. Ela acredita que foi uma das primeiras mulheres a integrar a função de jornaleira nas Cidades Irmãs. Algum tempo depois dividiu o trabalho com outra mulher. Ela se chama Sandra Gomes. A rotina de trabalho das duas motogirls e entregadoras é de terça a sábado.
Mais cuidadosa
O responsável pelo setor de trânsito da Polícia Militar de União da Vitória, subtenente Macheli, ressalta que ainda não efetuou um levantamento estatístico sobre quem é mais cuidadoso no trânsito, se o homem ou a mulher. Mas de antemão já admite que as mulheres são mais cuidadosas. “Com base nos últimos acidentes de trânsitos envolvendo motos percebi que a maioria dos condutores são homens e jovens”.
Ficar sem moto jamais
Apropriando-se dos dados descritos no texto, Mari admite que não abandona a moto. “Piloto minha moto todos os dias. É um transporte rápido. Ficar sem moto nunca (risos)”.
Mulheres motociclistas no Brasil
Mulheres pilotando motocicletas hoje é cena bastante comum em cidades grandes, inclusive nas Cidades Irmãs. Segundo dados do Departamento de Trânsito (Detran), hoje as mulheres já dominam um terço do universo motociclista do Brasil.
Ainda segundo o Detran, esse aumento começou a ser mais significativo a partir de 2004, onde o número de mulheres motociclista simplesmente dobrou. De acordo com a pesquisa realizada pelo órgão, em quase todos os estados e no Distrito Federal – com exceção para Mato Grosso do Sul – houve aumento no número de mulheres motociclistas.
Em União da Vitória
Conforme frota cadastrada de motocicletas no Detran de União da Vitória, até julho de 2012 totalizam 4.502 mil. Destes 1.167 mil são mulheres que pilotam motos.
Vendas de motocicletas
De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo) as vendas de novas motocicletas têm crescido em geral no Brasil para clientes do sexo feminino. Desde 2009, esse público corresponde a 25% do total. Em 2001, elas eram apenas 17% dos compradores destes veículos.
Inspiração
De acordo com Mari, as mulheres pilotando moto chamam a atenção dos homens. “Eles ficam admirados com a nossa determinação. Para as mulheres servimos de inspiração”.
Feminilidade
Nem a fumaça expelida pelos motores das motos tiram a feminilidade delas em cima das motocicletas. Cabelos esvoaçantes e óculos fazem parte do charme. “Em primeiro lugar vem a segurança, depois os cuidados com a aparência. Eu, por exemplo, chamo a atenção com o meu capacete cor de rosa (brinca)”, ressalta Mari.
Frota de veículos do Paraná
A quantidade de motocicletas e motonetas que circulam pelo Paraná cresceu 35% nos últimos cinco anos. Com isso, são 1,1 milhão de veículos de duas rodas no Estado. O número representa cerca de 20% da frota paranaense, que em junho somou 5.599.456 carros, ônibus, motos, tratores e caminhões.
Fonte: Detran-PR