Materiais são entregues para proteção de nascentes

Equipe da Secretaria de meio ambiente esteve na Serra da Esperança entregando materiais necessários para realizar o cercamento de nascentes

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Atualizado há 11 anos

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(Foto: Assessoria).

Com o objetivo de promover a melhoria da qualidade das águas na cidade de União da Vitória, foram entregues na manhã de ontem, 13, pelo secretário municipal de meio ambiente, Sidnei Cieslak, e pela coordenadora do Programa Municipal de Proteção das Nascentes e Mata Ciliar de Cursos de Água (PMPN), Regiane da Silva, com auxílio de funcionários da Secretaria de Obras, os materiais necessários para fazer o cercamento de nascentes de três propriedades localizadas na Serra da Esperança.

Os primeiros agricultores a receberem o material foram Adão Dias, Roberto Vieira e Bento Vieira. O projeto é voltado para agricultores familiares que possuam até quatro módulos fiscais (80 hectares). Para tanto, é preciso estar cadastrado no Cadastro Ambiental Rural (CAR), e ter matrícula do terreno.

Segundo Regiane, o primeiro passo a ser tomado após a identificação de uma nascente é fazer a análise de água. “A água é analisada em laboratório. Após isso, se ela apresentar boa qualidade, nós realizamos a proteção, e se ela estiver contaminada de alguma forma, nós primeiro estudamos, caso a caso, e vemos quais os melhores procedimentos para recuperar a nascente, para somente então instalar o sistema de proteção. Depois, a cada seis meses são realizadas novas análises. Em campo fazemos a análise do pH, e em laboratório a DBO5, que serve para identificar os materiais orgânicos que constam na água, e também o teste de coliformes fecais, que pode indicar a presença de organismos patogênicos”, explica.

Depois da identificação e análise da nascente, o local é limpo até chegar à terra firme. Em seguida é depositada uma camada de pedra ferro, seguido da instalação dos canos para dar evasão à água. Quando a instalação da proteção é finalizada, é colocada em cima uma lona e feito uma camada de solo com cimento, ou seja, o solo-cimento. “A nascente é protegida, e em cima é colocada uma tampa para facilitar a limpeza. Também são instalados os canos de água para o escape e encanamento, caso a pessoa queira a água para uma caixa d’agua”, completa Regiane.

O participante do projeto recebe a retribuição de R$200,00 mensais ou R$2.400,00 anuais, recursos estes provenientes do ICMS ecológico revertido ao município. O contrato é válido por dois anos e seis meses, podendo ser renovado. Todas as mudas de plantas para reflorestamento e material para proteção são cedidos pela prefeitura, através de recursos do fundo de saneamento e meio ambiente proveniente do contrato com a Sanepar.

Regiane esclarece que o contrato é feito por propriedade e não por nascente. Caso o proprietário do local resolva vender sua propriedade, um novo contrato deve ser feito com o comprador. “Se o novo proprietário não quiser participar do projeto, o benefício é cortado, mas ele deve estar ciente de que terá que manter a nascente”, explana.

Para Cieslak, o projeto é de extrema importância para que, no futuro, a cidade não sofra com a escassez de água. “Água é vida. Sem água nós não podemos viver. Então, como já vimos exemplos de falta de água lá em São Paulo, eu acho que se cuidarmos das nascentes, futuramente não teremos esse tipo de problema”, conclui.

Fotos: Assessoria

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