Modelo de coleta seletiva já é referência para outras cidades

Há um mês, projeto cobre integralmente União da Vitória. Adesão da comunidade garante salto de dois para 25% de material reaproveitado

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Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

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Cobertura em União da Vitória já recicla mais de 140 toneladas por mês. (Foto: Mariana Honesko).

O projeto começou ousado e deve terminar o ano de sua estreia do mesmo jeito. Até dezembro, o Ecocidade, projeto vinculado à Secretaria Municipal do Meio Ambiente, quer aumentar em cinco por cento a quantidade de material reciclável e tratado pelos 62 cooperados, já ativos. De 25, a meta é chegar aos 30% em quantidade, até dezembro. A aposta confiante tem nas datas festivas, comuns aos finais de ano, sua certeza. “Acredito que isso realmente vá ocorrer porque novembro e dezembro, são meses que o volume de material aumenta mesmo, por conta das compras, dos presentes”, avalia o secretário da pasta, Sidnei Cieslak. “Nossa expectativa é estar entre os maiores municípios do país com maior índice de coleta de material reciclável do Paraná e até do Brasil”, completa.

Mesmo sem ainda alcançar o índice, o projeto já é referência de sustentabilidade e sucesso. O modelo de cooperativa e a adesão popular, garantem o status ao Ecocidade. O projeto já foi apresentado em congressos do ramo e ainda neste mês, nos dias 19 e 20, tem agenda em Foz do Iguaçu. É quando ocorre o Fórum das Águas, com mais de cinco mil expectadores. O convite foi feito há alguns meses, pela Itaipu Binacional.

Até lá – e depois do evento – o Ecocidade terá muito trabalho. Se depender dos números cada vez mais crescentes, a proposta deve abrir vagas para novos integrantes da Cooperativa de Trabalho dos Agentes Ecológicos de União da Vitória (Coopertrage). Tudo para dar conta da seleção das mais de 140 toneladas recicladas por mês – conforme o balanço de outubro, primeiro mês que teve cobertura total. “Isso demonstra uma adesão muito grande por parte da população que é a grande responsável pelo sucesso do projeto”, sinaliza Cieslak.

Relembre a implantação do projeto

Ele começou em São Cristóvão, comunidade populosa mas que ainda não tinha nenhum modelo de coleta seletiva. A estreia ocorreu em fevereiro, depois de uma série de eventos preparatórios. Entre eles, a transformação ao antigo Terminal de Calcário em polo de separação do material coletado e a preparação dos agentes ecológicos, cooperados da Coopertrage. A população também precisou se preparar: para ela, uma série de reuniões foram realizadas ao longo do mês de janeiro. Em São Cristóvão, a coleta é expressiva e em pouco tempo, saltou de 16 para 116 toneladas.

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Cieslak e equipe: modelo será apresentado de novo, agora, em Foz do Iguaçu

A fase II do projeto ocorreu em outubro, no centro e em todos os demais bairros de União da Vitória. A retirada do material reciclável das ruas já garante vida útil maior para os aterros – estima-se uma sobrevida de 50% em cada um deles – e é sinônimo de qualidade de vida. “São pessoas que tiramos de uma condição de vida não tão boa. Propusemos um resgate da cidadania”, sorri Cieslak. Como já mostrou O Comércio em edições anteriores, a renda mensal de cada associado é de aproximadamente R$ 1 mil.

Ajustes naturais

Por ser inicial, o projeto ainda esbarra em detalhes. É o caso, por exemplo, das falhas na passagem dos caminhões – terceirizados, por enquanto – e na colocação antecipada do lixo reciclável na frente de casa. Conforme Cieslak, o ideal é que as pessoas sigam o itinerário e coloquem os sacos laranja – distribuídos de graça pelo Ecocidade. O telefone 3522-3266 foi disponibilizado para tirar dúvidas e receber pedidos de ajustes.

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