
Eles fizeram uma “vaquinha” e conseguiram tornar público seu protesto. Na Rua Gustavo Tênius de Medeiros, no Bairro Santa Rosa, em Porto União, moradores cobram o que dizem ser uma “promessa de campanha” que garantiria o asfaltamento da via.
Pelo menos desde outubro do ano passado, a garantia ficou por isso mesmo. “A comunidade está pedindo há muito tempo esse asfalto. Aqui tem muito comércio e a promessa já tem tempo”, explica o morador Élcio Willuweit, porta-voz dos vizinhos. A via é de chão e oscila de acordo com o tempo: se tem sol, tem poeira; se tem chuva, barro. A Gustavo de Medeiros reúne alguns estabelecimentos comerciais, no início da via, e é um dos principais acessos ao motocross.
A rua é uma das poucas não asfaltadas daquele trecho, na parte baixa da Avenida Santa Rosa. Ela fica em uma área de risco mas apenas alagada em cheias de grande porte.
Caixa Econômica autoriza licitação
De acordo com a Secretaria do Planejamento, a história da Gustavo de Medeiros é mais antiga. Ela começou ainda em 2013, quando o prefeito Anízio de Souza conseguiu uma verba do Governo Federal, por meio de Ideli Salvatti (PT), para a colocação do asfalto. De lá para cá, a rua foi sendo preparada para o recebimento da capa: a drenagem, por exemplo, já ocorreu. “Foi feito tudo isso e na época, mais de R$ 500 mil seriam investidos nos 4.623 metros quadrados, desde a Avenida Santa Rosa até a entrada do motocross”, explica o secretário da pasta, Cláudio Tilgner.
Em 2014, a Caixa Econômica Federal (CEF) autorizou a licitação. Ela ocorreu, portanto, ainda no final do ano passado. “Vieram duas empresas e as duas ficaram inabilitadas por falta de documentação”, revela Tilgner. Em janeiro deste ano, a licitação foi novamente aberta. “E não apareceu nenhuma empresa”, conta. Para o secretário, a ausência de interesse é fruto da alta do petróleo, algo em torno dos 40%, e da incompatibilidade com a execução da obra. “O prefeito, preocupado em fazer a obra, autorizou que fizéssemos uma readequação do orçamento, com uma tabela atualizada”, lembra.

Assim, dos R$ 500 mil previstos originalmente, a obra já custa R$ 663 mil. Em contrapartida, isso significa um aumento de quase R$ 100 mil. Mesmo assim, a obra não vai ficar no papel, garante a prefeitura. Um novo processo ocorre e tem desdobramento recente. No dia 8, a CEF autorizou a abertura de nova licitação. Então, a partir da abertura do edital, as empresas interessadas – se aparecerem – concorrem pela oportunidade de execução.
A secretaria explica que, por já ter conseguido recurso federal, não pode, sozinha, intervir: a burocracia, que pode ser lenta, é necessária.
Prefeito se reúne com moradores da rua
A faixa pendurada no meio desta semana, cobrando o asfalto da rua, sensibilizou a Administração Pública. Na tarde deste sábado, 11, uma reunião aconteceu em um dos estabelecimentos comerciais do local. A reunião era aberta. Para ela foram convocados os mais interessados na solução do problema, os moradores da rua, representantes da Prefeitura Municipal e imprensa.

O prefeito Anízio de Souza fez questão de esclarecer todas as dúvidas pertinentes ao processo licitatório da pavimentação asfáltica do trecho restante (um pedaço da Gustavo de Medeiros já foi pavimentado, mas com recursos estaduais, e não federais, como o que falta) desta rua. “Essa reunião foi extremamente esclarecedora. Trouxemos inclusive todos os documentos da licitação pra mostrar aos moradores. Explicamos os motivos de as licitações terem sido consideradas desertas. Realmente a população entendeu que a obra ainda não saiu por conta de entraves burocráticos, e não por que o prefeito não quer ou algo do tipo”, desabafou ao final da reunião de quase duas horas.
Após toda a demora para que a obra realmente comece, Anízio se mostrou otimista e acredita que finalmente a obra deva começar em breve. “Não tenho dúvida nenhuma que agora uma empresa vença essa licitação e vai executar finalmente essa obra”, finalizou.









