Previsão da CDL aposta ainda na venda para as viagens e férias. Após Natal, empresas exploram campanhas para “queimar” estoque
Por Mariana Honesko

(Foto: Mariana Honesko)
Quem deixou para comprar o presente de Natal após a data, encontrou no comércio das Cidades Irmãs a oportunidade de pagar bem menos. Tradicional, a queima de estoque depois de datas festivas também marcou presença na região.
Mãe e filha, Aneliese e Marisa Mattos decidiram por comprar em União da Vitória no dia 26. “Compramos para o Natal apenas o que tinha que realmente ser entregue na data”, conta Aneliese. Um dia depois da data, as moradoras da vizinha General Carneiro (PR), investiram as economias na compra de brinquedos e roupas, ambos para os baixinhos da família. De férias em União, Iolanda Marques, moradora de Curitiba, também acabou comprando os presentes – e trocando o que ganhou – no dia 26. “É bem mais tranquilo e o preço está bem melhor”, sorri.
As escolhas combinam com o perfil de outros tantos consumidores de todo o País e parece ser bastante popular. Segundo a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) das Cidades Irmãs, o movimento bem mais intenso registrado neste ano no “pós-

(Foto: Mariana Honesko)
Natal” tem raízes no calendário. É que neste ano, a chegada do Bom Velhinho ocorreu no meio da semana, o que garantiu escolhas mais conscientes e trocas igualmente calculadas. “Então, quem não tinha a obrigação de entregar no dia, pode fazer isso agora”, afirma o presidente da entidade, Luciano Karpovisch. “E é uma situação normal. No caso da troca, a maioria dos lojistas gosta porque a pessoa que vai na loja geralmente escolhe algo de maior valor e até aproveita para comprar outra coisa”, completa.
No embalo das compras “atrasadas”, lojas dos mais diferentes segmentos lançaram praticamente ao mesmo tempo suas campanhas de liquidação. Assim, produtos caros em um dia, já podiam ser encontrados pela metade do preço – ou até mais barato que isso – no dia seguinte às festas.
Na região, a expectativa da CDL é de que o movimento acentuado no comércio se estenda até, aproximadamente, o dia 10 de janeiro. “Depois, deve voltar ao normal”, avalia Karpovisch. Movimenta as lojas até lá, a procura por peças novas

(Foto: Mariana Honesko)
que vão direto para a mala: as viagens e as férias são o carro-chefe da lotação dos estabelecimentos nos primeiros dias do ano.
Outras promoções, que liquidam eletrodomésticos e itens mais caros, também devem ser lançadas na estreia de 2015.