Movimento sindical dos bancários cresce com a greve

Paralisação atingiu a rede bancária de União da Vitória e Porto União desde a terça-feira

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Atualizado há 13 anos

GREVE - PORTAL
(Mariana Honesko/Jornal O Comércio)

Os bancos de Porto União aderiram à greve nacional dos bancários na última terça-feira, 1º. O Sindicato dos Bancários demonstrou força fazendo seus 80 afiliados cruzarem os braços. Parece pouco? Mas não é! O número absoluto representa 95% dos bancários de Porto União. Em União da Vitória o movimento sindical está em crescimento. A decisão sobre a adesão foi tomada no final da tarde de quarta-feira, 2, durante reunião da categoria. O funcionamento dos caixas eletrônicos segue sem prejuízos à comunidade. Durante a greve – que não tem data para terminar – eles continuam sendo abastecidos.

Os grevistas não querem só aumento de salário de 11,93% (5% de aumento real, além da inflação projetada de 6,6%) a pauta de reivindicações exige melhores condições com o fim das metas individuais e abusivas e do assédio moral que adoece os bancários, respeito à jornada de seis horas (depois que os bancos fecham para o público os bancários cumprem a mais uma jornada sem receber hora extra) e contratação de mais funcionários.

Outro item importante da pauta é o fim das demissões em massa, ampliação das contratações, aumento da inclusão bancária, combate ao PL 4330, que libera a terceirização e precariza as condições de trabalho, além da aprovação da Convenção 158 da OIT (que inibe dispensa imotivada). Com a união dos bancários, a greve pode continuar por tempo indeterminado.

Luz no fim do túnel

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, informou que as negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foram retomadas ontem em São Paulo. As conversas foram interrompidas há um mês e os bancários estão em greve há 16 dias. De acordo com o último balanço, divulgado pela categoria, 11.406 agências e centros administrativos estão fechados. O comando de greve considera esta a maior greve dos bancários nos últimos 20 anos. De acordo com a entidade, a única proposta apresentada pelos bancos até agora ocorreu no dia 5 de setembro, estabelecendo reajuste de 6,1%, que apenas repõe a inflação do período pelo INPC. A proposta foi rejeitada pelos bancários no dia 12.

A greve já prejudica setores como o varejo. A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em nota, afirmou que o comércio pode acumular perdas da ordem de 30% no início do mês, caso as paralisações iniciadas no último dia 19 sigam até o quinto dia útil, quando a maioria das empresas executa suas folhas de pagamento.

Agências continuam em greve

De acordo com os sindicatos dos bancários de União da Vitória e Porto União, a greve segue. Na segunda-feira, 7, as agências também não devem abrir suas portas. A adesão continua crescente, tanto nas Cidades Irmãs quanto nos municípios vizinhos. O cenário repete-se, ainda, em todo o país. Entre outras reivindicações, os bancários exigem reajuste salarial, programas de saúde e mais segurança.

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