Uma mulher, que preferiu não se identificar, sofreu queimaduras e cicatrizes permanentes após passar por um procedimento de peeling químico em uma clínica estética em Cascavel, no oeste do Paraná. As informações são do G1 Paraná.

A Justiça do estado condenou o farmacêutico responsável pelo procedimento e a clínica em que trabalhava a pagar R$125 mil em indenização à vítima. A decisão aponta que houve falha na prestação do serviço. Além disso, o profissional não teria solicitado os exames prévios necessários, tampouco seguido os protocolos de segurança exigidos durante o procedimento.
Pela decisão, os réus devem pagar à vítima pouco mais de R$25 mil por danos materiais, R$50 mil por danos morais e R$50 mil por danos estéticos. Cabe recurso ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).
O caso aconteceu em junho de 2018. A vítima relatou ao G1 Paraná que buscou o procedimento para um rejuvenescimento mas, durante a aplicação do produto, começou a passar mal.
Um laudo pericial apontou que as lesões, cicatrizes e marcas condizem com os efeitos de aplicação inadequada ou reação adversa severa ao químico utilizado no peeling.
O farmacêutico responsável também responde criminalmente pelos crimes de lesão corporal grave e falsidade ideológica, segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR).
Segundo a vítima, o farmacêutico teria realizado o procedimento mesmo após a mulher informar que tinha alergias e doença renal, condições que contrariam o peeling químico. A vítima alega não ter sido alertada sobre os riscos do procedimento.