‘Neymares’: craques esportivos inspiram pais na hora de registrar filhos

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Atualizado há 8 anos

 

Para muitos, uma das formas de mostrar a paixão pelo futebol é colocar nos filhos os nomes de craques que brilharam em Copas do Mundo. Pelo aplicativo ‘Nomes no Brasil’, do IBGE, que utiliza as informações coletadas no Censo Demográfico 2010, é possível relacionar o aumento do registro de crianças com nomes de jogadores nos períodos em que eles atingiram pontos altos na carreira.

Por enquanto, é cedo para identificar a popularização do nome Neymar, um dos destaques da seleção brasileira na Copa do Mundo da Rússia. Até 2010, por exemplo, foram 454 Neymares registrados, número que será atualizado pelo Censo Demográfico 2020, e que poderá aumentar se repetir o comportamento de outros craques, principalmente se o Brasil conquistar o título do mundial deste ano.

O ex-camisa 11, Romário, é um exemplo. Na década de 1970, foram pouco mais de dois mil Romários nascidos. A revelação do jogador e sua transferência para a Europa nos anos 1980 e a consagração com o título mundial de 1994 pela seleção brasileira, contribuíram para a popularização do nome: entre 1990 e 2000, foram 39,7 mil nascidos que receberam esse nome.

No Vale do Iguaçu

Conforme os profissionais dos dois cartórios de registro civil, de União da Vitória e de Porto União, dar aos filhos menino os nomes de craques, parece ter caído de moda. O mundial em andamento, por exemplo, em nada repercutiu nos balcões de registro. De acordo com as equipes, nomes de personagens de novelas parecem ser mais queridos do que dos atletas. A expectativa é de que este cenário mude, caso o Brasil ganhe o hexa.

 

Duelo de Titãs

Como se não bastasse a polêmica sobre quem foi melhor, Pelé (Edson) ou Maradona (Diego), o resultado surpreende diante do registro civil dos brasileiros: até 2010, viviam no país 112 Pelés, contra 165 Maradonas.

Apesar da vitória argentina no aplicativo ‘Nomes no Brasil’, há mais Edsons que Diegos no País, 431,5 mil frente a 424,4 mil. O aumento no nascimento de Edsons ocorreu próximo aos títulos mundiais do Brasil em 1962 e 1970. Nos anos 1960, foram 90,1 mil, o equivalente a 46,6 mil a mais que na década anterior, e chegando ao ápice entre 1970 e 1980, com 111,5 mil nascimentos registrados.  Além do craque argentino, outros nomes estrangeiros também recebem homenagens da população brasileira.

 

Batismo que fazem homenagem

Segundo o aplicativo ‘Nome do Brasil’, até o sobrenome do goleiro do Tetra, Tafarel, aparece na lista. Na década de 90 – a seleção foi campeã em 1994 – foram registrados 1.010 bebês como Tafarel, esportista que defendeu e vibrou muito quando Baggio chutou longe a última chance da Itália. Também na década de 90, muitos Ronaldos foram registrados. Foram 40.630 na década, uma homenagem dos fãs ao jogador ‘Rrrrrrrronaldo’, o ‘Fenômeno’.

 

Até 2010, por exemplo, foram 454 Neymares registrados, número que será atualizado pelo Censo Demográfico 2020, e que PODERÁ AUMENTAR

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